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Mulheres fortes, guerreiras e independentes: o 4º artigo sobre o mês especial no 14News 

– Patrícia Scolastici: Assistente Social e Terapeuta Sistêmica

Artigo – Por muito tempo temos sido humilhadas, podadas, mal tratadas pelo mundo machista. Lutamos e gritamos por nossos direitos enquanto mulheres, de sermos nós mesmas, independentes e capazes de muito mais do que já fazemos.

Nós mulheres devemos entender que não apenas no dia 08 de março que devemos discutir e refletir as situações de desigualdades e violências vivenciadas por nós, mas que nesta data oportuna, em que ficamos em evidência maior, podemos marcá-la com atos e mensagens para que relembrem nossas lutas e conquistas. Buscarmos novas formas para sermos ouvidas e para que sociedade em geral seja provocada a refletir sobre o que foi conquistado, o que necessitamos conquistar ainda e sobre principalmente nossas perdas e nossos retrocessos.

Devemos abrir espaços para que as mulheres mostrem que podem fazer a diferença. Para que também sejam acolhidas, ouvidas e empoderadas e assim compreendam que elas podem muito mais do que imaginam, principalmente quanto aos cuidados para com sua própria vida e de maneira integral; ressaltando de modo especial a sua saúde mental.
Somos a maioria na sociedade e ocupamos espaços multiprofissionais, conseguimos controlar o tempo, pois somos várias em uma só, porque lutamos por nossos filhos, pais, nos mesmas, outras mulheres e pela sociedade.

A sociedade em geral tem demonstrado como vê e percebe a mulher através do aumento dos números da prática da violência contra nós e o número de mortes no cotidiano. Alguns dados demonstram que 2019 tivemos mais de 1.310 mulheres mortas por violência doméstica em nosso país, porém o número de mulheres mortas por violência sexual, ciúmes e outros motivos (em todas as idades) estima-se que nos três últimos anos chegou a 3.200 feminicídios. (fonte: www.correiobraziliense.com.br).

Ai vem à pergunta: O que a sociedade vem promovendo para a liberdade, direito de ser quem somos, de promoção, de prevenção, enfim, a forma como as mulheres são tratadas, independente da faixa etária.
Devemos contribuir para uma nova reeducação social, isto é, o despertar de um novo olhar para as meninas/mulheres, sobre como devem ser tratadas desde seus primeiros anos de vida social ou escolar; a começar pela educação de nossos filhos, alunos, dentre outros.

Contudo, podemos pensar numa forma diferente de provocar mudanças no que já esta pré-estabelecido á séculos: trabalhando, educando, formando os cidadãos de nossa sociedade com vistas à conquista de melhores condições de vida para as mulheres, com mais igualdade de gênero, prezando pelo respeito e não pela disputa nos espaços onde todos têm os mesmos direitos.
“Nós mulheres somos a semente e a terra, devemos buscar a cada segundo florescer, não importando qual estação ou terra estamos, pois a todo tempo podemos crescer e alimentar nossa sociedade.”

Artigo – Patricia Francisco Scolastici – Assistente Social e Terapeuta Sistêmica – Botucatu, 04 de março de 2020.

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