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Botucatu

Trilheiros levam ajuda a famílias ainda isoladas após chuva 


Trilheiros de Botucatu estão desde terça-feira (11) visitando lugares sem acesso após as fortes chuvas que atingiram a cidade na segunda-feira (10) e que destruíram também a zona rural.

O Grupo Jipeiros de Botucatu saiu na segunda-feira, às 16h, passando pela Indiana e mapeou sítios sem condições de acesso, onde só se consegue entrar com veículo 4×4. “É o nosso hobby de final de semana e que serviu para ajudar”, comentou Wagner Augusto da Silva (Waguinho).

Nesse dia foram seis jipes, depois na terça-feira (11) passaram por César Neto e Jacutinga com um jipe e quatro UTVs. Na quarta-feira (12) deslocaram-se até o pé da Serra, depois Rio Araquá (atrás do Ouro Verde) com quatro jipes e três UTVs.

“São muitas famílias ilhadas, sem ter como se locomover. Limpamos estradas, puxando árvores que estavam no caminho para ajudar nessa catástrofe”, destacou.

Nessa sexta-feira (14) eles saem do Ginásio Municipal às 14h para levar mais mantimentos e mapear quem precisa de ajuda.

CENÁRIO DE GUERRA

Segundo o trilheiro Julio Cesar Borgatto tudo estava devastado. “O que a gente vê quando chega em um lugar desse que foi arrasado pela água é um cenário de guerra. A gente se impressiona. Parece que caiu uma bomba”.
“Sou nascido e criado em Botucatu. Sempre andei por esses lugares. Ando 25 anos de jipe e nunca vi isso. Tem tronco de árvores que 4 pessoas não conseguem abraçar e pontes de concreto que foram embora com a força da natureza. Para chegar até eles só de helicóptero, ou como a gente fez: com guincho, atolando e quando chegamos uma senhora saiu e perguntou como a gente tinha chegado ali. Brincamos que nosso carro voa. É a satisfação de ver a alegria das pessoas quando chegamos com a ajuda”.

“Tem gente ligando para a prefeitura porque falta fralda, leite, ou os animais morreram afogados na mangueira com a força da água. Teve o relato do morador: ele se salvou porque deixou o trator em frente da casa, pois iria trabalhar no outro dia. Deu partida no trator, colocou em cima a esposa e os filhos e foi até a parte mais alta. Ali destruiu tudo. Eles estavam sem nada para comer. Deixamos cestas básicas. Estamos levando o mínimo para poderem se manter”, contou.

Ele conta ainda que em regiões como de Santo Antonio de Sorocaba há idosos que se precisarem, não entra ajuda.

Tudo o que foi encontrado foi encaminhado à Prefeitura com o mapeamento para onde as máquinas estão chegando. “É uma satisfação tão grande, que é incalculável, de poder ajudar as pessoas”, disse Julio Cesar.

A chuva em Botucatu derrubou pontes no centro da cidade. Quatro pessoas morreram. Trinta estavam sendo assistidas no Ginásio Municipal. Muitas perderam tudo em casa.

Ajuda tem chegado de moradores, de verbas emergenciais do governo do Estado e ainda aguarda-se apoio federal. A prefeitura pediu ajuda ao Exército.

IMAGENS:

VÍDEOS:

EQUIPES:

Dia 10
Lucas Papah
Wagner Augusto das Silva
Emerson Elias de Cases
Régis Dionísio
Reginaldo Sartor
João Batista
Júlio César Borgato
Fernando Fernandes
Regina Barbuio

Dia 11
Guilherme Bassoli
Celso Ricardo
Júlio César Borgato
Patrícia Shimabuku (Ativista Socioambiental do comPATYbilidades)
Simone Vicentin (Berakah Turismo)
Alexandre Vicentin (Berakah Turismo)

Dia 12
Wagner Augusto das Silva
Emerson Elias de Cases
Júlio César Borgato
Guilherme
Celio Samuel Pereira
João Peres
Alexandre Vicentin (Berakah Turismo)
Patrícia Shimabuku (Ativista socioambiental do comPATYbilidades)


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