Uma manifestação contra maus-tratos a animais foi realizada na noite desta terça-feira (21), no Bairro Tanquinho, em Botucatu. No local, mora uma servidora pública municipal que é suspeita de deixar morrer um animal amarrado em uma corda curta, sem água ou comida, em um quintal pequeno, no domingo (19), situação essa que foi fotografada por vizinhos.

Durante o ato realizado por moradores de Botucatu, cerca de 150 pessoas fizeram uma caminhada de 3 quarteirões até chegarem em frente à residência.

A Polícia Militar acompanhou o ato que em frente da casa teve alguns momentos mais acalorados com pessoas falando palavras de ordem e até xingamentos como de assassina.

Durante a manifestação o filho da dona do animal, ele que não mora na casa, chegou de moto com sua noiva e acabou sendo hostilizado, mas que depois a organização explicou o motivo do ato e pediu desculpas por xingamentos com palavrões que algumas pessoas fizeram. O rapaz que disse estudar direito afirmou que não sabe o que ocorreu e se sua mãe está com algum problema, pois esse tipo de coisa nunca ocorreu, dizendo ainda que o outro cão que estava na casa está sendo cuidado em outro local.

Algumas pessoas levaram animais e ressaltaram durante a manifestação  de que o ato tem o objetivo pacífico e ainda que buscou-se tentar que os demais casos de maus-tratos também acabem na cidade.

 

OPINIÕES

Simone Passaroni que é coordenadora pedagógica da creche do Chaparral disse porque participou do ato: “Tenho criação, sou vizinha e vi todo o sofrimento da cachorra narrado pelos vizinhos, por isso resolvi participar desse movimento para poder conscientizar a população”.

Marcia Aparecida que é servidora pública afirma que “os animais também são seres humanos e temos que criá-los e tratá-los bem, se não quiser que dê para alguém que cuide, que dê amor e carinho porque eles também precisam”.

A secretária Francine Calore que também atua na ONG Mãos e Patas de Botucatu diz que foi uma injustiça o que a dona deixou acontecer com o cachorro. “É uma falta de caráter. A gente tem que lutar pelos diretos dos animais e que a lei funcione e que entre em vigor”, destaca. 

Ela diz que mesmo em frente à casa da mulher não havia risco de qualquer enfrentamento, pois todos estavam em buscas de “paz e justiça, somente isso”.

Luciana Cruz, uma das organizadoras do movimento disse que a lei precisa ser cumprida e se isso não acontecer a população pode exigir. “Tudo isso vai depender de todos nós, não só de mim ou de outras protetoras… quem ama os animais é um protetor dos animais”, disse em parte de seu discurso no carro de som.

(Do Agência14News).

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