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Parques Tecnológicos de Botucatu e Sorocaba se unem em programa de inovação voltado a crianças e adolescentes

O Parque Tecnológico de Botucatu e a Agência Inova, gestora do Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), têm trabalhado em uma iniciativa conjunta voltada a desenvolver uma nova metodologia de ensino de ciência, tecnologia e empreendedorismo para crianças e adolescentes de 9 a 13 anos.

A proposta do Programa Capacita é estimular, desde cedo, a criatividade, a resolução de problemas e o interesse pelo empreendedorismo na área tecnológica. O projeto integra a formação dos Ambientes Paulistas para a Nova Geração da Inovação e conta com o apoio do Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (SPAI), vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI-SP) e à Rede de Ambientes Paulistas de Inovação (API).

Na prática, especialistas participarão do desenvolvimento da metodologia. Entre eles está o professor e engenheiro Stavros Xanthopoylos, pioneiro da Educação a Distância (EaD) no Brasil. O método poderá combinar atividades de áreas como robótica e inteligência artificial (IA) e, futuramente, contribuir para a formação de empreendedores capazes de criar negócios de base tecnológica, como startups e empresas de tecnologia profunda (deep techs).

A expectativa é que, após desenvolvida e testada, a metodologia possa ser compartilhada com outros ambientes de inovação, ampliando sua aplicação.

Segundo o diretor-executivo da Agência Inova e diretor-presidente da Rede API, André Santos, o propósito é despertar novas formas de pensar nos alunos desde cedo. Ele afirma que o empreendedorismo costuma ser incentivado principalmente entre jovens universitários e que, nessa fase, as responsabilidades com estudos, trabalho e sustento podem levar à criação de negócios mais convencionais.

“Trabalhando com crianças, conseguimos fazer com que, quando cheguem à idade produtiva, elas entendam que podem ser o que quiserem na vida e que também podem desafiar o modelo de negócio existente hoje no Brasil. Ao empoderá-las e encorajá-las, a probabilidade de termos empreendedores de inovação disruptiva no país pode ser muito maior”, avalia.

O presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Nelson Cancellara, acrescenta que a iniciativa pretende estimular, desde cedo, a criatividade, a autonomia e o pensamento inovador. “Assim, estaremos formando uma geração que, no futuro, será mais preparada para criar soluções para a sociedade, transformar ideias em negócios sustentáveis e ser protagonista em ambientes de constante mudança.”

Marco para o PTS
Para o diretor administrativo-financeiro do PTS, Eduardo Marques, a iniciativa representa um marco para o ecossistema pela colaboração com outro parque tecnológico. Segundo ele, o Brasil tem potencial para inovação, mas a falta de estímulo desde a infância e a adolescência limita o desenvolvimento dessa competência.

Nesse contexto, o Capacita foi desenvolvido para preencher essa lacuna e, posteriormente, poderá ser ampliado para outras regiões do País. “Será um projeto transformador e queremos que os resultados cheguem na ponta, que são as pessoas, em nível estadual e federal”, pontua.

O diretor executivo do Parque Tecnológico de Botucatu, Daniel da Cruz Lopes, também celebrou a parceria com o PTS e destacou que a iniciativa busca promover o uso da tecnologia com propósito. “As crianças já estão muito conectadas, mas precisamos direcionar esse potencial para a criação de soluções que gerem impacto real e positivo”, afirma.

Desenvolvimento e aplicação
Nesta primeira etapa, o Capacita será concentrado na criação da metodologia. Serão desenvolvidas trilhas formativas, protocolos operacionais, materiais didáticos, guias de boas práticas e outros recursos voltados à formação de competências científicas, tecnológicas e empreendedoras.

O projeto também prevê o mapeamento de oportunidades de financiamento, com o levantamento de pelo menos dez editais ou outras fontes de recursos que possam viabilizar a aplicação futura da iniciativa. Ao final do processo, a proposta é disponibilizar o pacote metodológico em uma plataforma digital de acesso aberto.

Antes da aplicação em maior escala, a metodologia deverá passar por um teste-piloto em escolas, para avaliar sua viabilidade e aceitação. Futuramente, a intenção é criar um plano de aplicação em escolas públicas municipais e estaduais, por meio da formalização de convênios.

Qamar – Assessoria de Comunicação e Imprensa
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Redacao 14 News

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