Desde 2015 | A informação começa aqui!

Entre o avanço das vendas e o recuo das locações: mercado paulista muda de ritmo em setembro

O mercado imobiliário paulista apresentou movimentos opostos em seus dois principais segmentos durante setembro de 2026. As vendas de imóveis usados cresceram 3,22% em relação ao mês anterior, enquanto as locações recuaram 8,68%. O resultado revela um cenário de ritmos distintos: de um lado, uma retomada das negociações de compra; de outro, uma redução no volume de novos contratos de aluguel.

Vendas: retomada com destaque para apartamentos

Os apartamentos representaram 57% das vendas realizadas no Estado, superando as casas, que corresponderam a 43%. Na distribuição por localização, as demais regiões concentraram a maior parcela das negociações, com 49,4%. Os bairros nobres responderam por 27,8%, enquanto a região central reuniu 22,8% das vendas.

Quanto aos valores, as transações se concentraram principalmente nas faixas de R$ 201 mil a R$ 300 mil, que representaram 32,7%, e acima de R$ 501 mil, com 26,9%. Os imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil corresponderam a 23,1% das vendas. Já as faixas de R$ 401 mil a R$ 500 mil e de até R$ 200 mil registraram, respectivamente, 11,5% e 5,8%.

O financiamento da Caixa Econômica Federal permaneceu como a principal forma de pagamento, presente em 44,6% das compras. O pagamento direto ao proprietário respondeu por 20,0%, seguido pelo financiamento por outros bancos, com 17,7%, e pelas aquisições à vista, que somaram 16,2%. Os consórcios tiveram participação de 1,5%.

Entre as casas vendidas, predominou o perfil de dois dormitórios, correspondente a 52,5% das transações. As residências com três dormitórios representaram 37,5%, enquanto aquelas com quatro ou mais dormitórios chegaram a 10,0%. Não houve participação de casas com até um dormitório. Em relação à área útil, as faixas de 51 a 100 m² e de 101 a 200 m² dividiram a liderança, ambas com 37,5%. Imóveis com mais de 201 m² responderam por 15,0%, e aqueles de até 50 m², por 10,0%.

Nos apartamentos vendidos, a preferência por unidades compactas ficou evidente: 75,4% tinham dois dormitórios. As unidades com três dormitórios corresponderam a 13,8%, as de até um dormitório a 9,2%, e as de quatro ou mais dormitórios, a 1,5%. A área útil de até 50 m² predominou, com 55,4% das vendas. Apartamentos entre 51 e 100 m² representaram 36,9%, enquanto aqueles entre 101 e 200 m² somaram 7,7%. Não houve registro de unidades com mais de 201 m² nessa distribuição.

Locações: queda no volume, com casas na dianteira

As locações diminuíram 8,68% em setembro. Mesmo com o recuo no volume total, as casas mantiveram a maior participação, somando 70% dos imóveis alugados, ante 30% de apartamentos.

As demais regiões concentraram 53,6% dos contratos. A região central respondeu por 23,4%, e os bairros nobres, por 23,1%. Na distribuição por valores mensais, a faixa mais frequente foi a de R$ 1.001 a R$ 1.500, com 31,7% das locações. Os aluguéis entre R$ 2.001 e R$ 3.000 representaram 19,5%, enquanto os valores de até R$ 1.000 corresponderam a 18,3%. Acima de R$ 3.001, a participação foi de 15,9%; na faixa de R$ 1.501 a R$ 2.000, de 14,6%.

O seguro-fiança foi a garantia locatícia mais utilizada, presente em 39,6% dos contratos. O depósito caução respondeu por 32,6%, e o fiador, por 23,2%. Outras modalidades representaram 3,8%, enquanto o título de capitalização teve participação de 0,9%.

Entre as casas alugadas, prevaleceram as unidades de dois dormitórios, com 39,0%, seguidas pelas de três dormitórios, com 23,7%, e pelas de até um dormitório, com 28,8%. As casas com quatro ou mais dormitórios corresponderam a 8,5%. Em área útil, destacaram-se as faixas de 51 a 100 m², com 40,7%, e de até 50 m², com 30,5%. Imóveis entre 101 e 200 m² somaram 22,0%, e os com mais de 201 m², 6,8%.

Nos apartamentos locados, a configuração de dois dormitórios também liderou, com 67,7% dos contratos. Unidades com três dormitórios representaram 19,4%, e as de até um dormitório, 12,9%. Quanto à metragem, 54,8% tinham entre 51 e 100 m², enquanto 45,2% possuíam até 50 m². Não houve participação de apartamentos alugados acima de 100 m² na distribuição apresentada.

Um mercado em duas velocidades

Os dados de setembro apontam para um mercado estadual em que a compra ganhou fôlego, sobretudo com apartamentos e imóveis em faixas de preço variadas, enquanto o segmento de locação perdeu volume. Nas duas modalidades, as demais regiões concentraram a maior parcela das negociações. O financiamento da Caixa se destacou nas compras, e o seguro-fiança liderou entre as garantias de aluguel.

Em conjunto, os resultados mostram compradores apoiados principalmente no crédito habitacional e uma procura por locação concentrada em casas, imóveis de dois dormitórios e valores mensais de até R$ 1.500. Assim, setembro encerrou com crescimento nas vendas e retração nas locações — dois movimentos que ajudam a retratar um mercado imobiliário paulista ainda ativo, mas com prioridades diferentes entre quem busca comprar e quem procura alugar.

Redacao 14 News

Redacao 14 News

Você pode gostar também