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Vacina AstraZeneca: proteção da 1ª dose e o motivo do intervalo para a segunda aplicação 

-O Secretário da Saúde, André Spadaro falou sobre a eficácia da vacina.

Enquanto a CoronaVac tem um intervalo de 28 dias entre as doses, a vacina de Oxford que será usada na vacinação em massa neste mês permite um distanciamento maior entre a primeira e a segunda injeção: 3 meses. Mas qual o nível de imunidade obtido apenas com uma dose? A pessoa que for vacinada com a Oxford está segura nesse intervalo de três meses?

“A eficácia de uma dose da AstraZeneca é bastante elevada. Uma dose da vacina já tem uma eficácia de 76%, superior a 50%, exigidos pela OMS. De 100 pessoas que tomam a vacina, 76 estarão protegidas a partir do 22º dia”, informou em reportagem do G1, o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca/Oxford no Brasil, Julio Croda.

O alerta é que as medidas preventivas (uso de máscaras, distanciamento social, higienização das mãos, evitar aglomerações) precisam continuar, mesmo depois de receber a primeira dose.

Eficácia alta com uma dose

Em fevereiro, um estudo publicado na revista The Lancet apontou que o intervalo maior entre as doses (os três meses) resulta em uma maior eficácia do que um intervalo de seis semanas. Segundo os pesquisadores, uma dose da vacina trouxe 76% de eficácia a partir de 22 dias após a aplicação. E uma boa notícia: a proteção não reduziu ao longo dos três meses. Com a vacinação completa (duas doses), a proteção chega a 81%.

Segundo o secretário Municipal da Saúde de Botucatu, André Spadaro, em resumo, estes dados internacionais recentes reforçam o grande impacto que o processo de vacinação em massa com a vacina da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz terá em nosso município.

“A eficácia após 21 dias da primeira dose já atinge níveis de 76%, chegando a 81% após a segunda dose. A duração da proteção é mais prolongada com a aplicação das 2 doses, o que reforça a necessidade de se completar o esquema vacinal. A transmissão da COVID-19 no ambiente domiciliar pode ser reduzida pela metade já após a primeira dose”, disse ao 14News.

De acordo com ele, todos esses dados reforçam a importância da adesão plena de toda a população à vacinação em massa. “Em conjunto com as medidas habituais de prevenção, a cobertura vacinal elevada de todos os cidadãos botucatuenses será o maior avanço no enfrentamento da pandemia em nossa cidade”, comentou Spadaro.

A vacinação em massa

O Ministério da Saúde prepara uma iniciativa inédita, que combina testagem em massa, sequenciamento genético da Covid-19 e vacinação de toda a população adulta. A pesquisa será desenvolvida na cidade de Botucatu (SP), município que reúne uma série de condições que fazem da região o local ideal para esse tipo de análise.

A pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e estará apta para começar em breve. As doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão doadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ao estudo.

“Essa fase de estudos é justamente para avaliar a efetividade da vacina contra as possíveis variantes desse vírus. Então, nós vamos vacinar a população de Botucatu inteira. Essa pesquisa trará resposta acerca do que queremos saber o uso da vacinação”, destacou o ministro Marcelo Queiroga.

Além do Ministério da Saúde, a pesquisa conta com uma série de parceiros, dentre os quais a Universidade de Oxford, o laboratório AstraZeneca, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação Gates, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a prefeitura de Botucatu. O município já vinha adotando algumas medidas que foram cruciais para o desenvolvimento da pesquisa, como a testagem de todos os sintomáticos de síndromes gripais com o exame RT-PCR.

O município tem cerca de 150 mil habitantes – 106 mil são maiores de 18 anos. Pelo projeto de vacinação em massa, todos esses serão vacinados, e os casos positivos na região, sequenciados. Com isso, será possível saber a efetividade da vacina produzida pela Fiocruz contra todas as cepas que circulam na cidade.

O secretário de Ciência e Tecnologia do MS, Hélio Angotti, pontua que a pesquisa trará informações cruciais para o planejamento da imunização em todo o país. “Nós poderemos ter mais informações dessas variantes e da relação com a vacina. É uma pesquisa muito importante, eu diria não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro”, disse Angotti.

“O grande diferencial desse projeto é o sequenciamento genético de todos os casos positivos, não só de uma amostragem. Ou seja, todos os casos positivos, num período de oito meses de estudo, serão sequenciados para saber exatamente qual é a cepa e avaliar exatamente qual é a efetividade da vacina da AstraZeneca com relação a casos graves, internação, necessidade de ventilação mecânica e óbito. Então, são informações importantes não só localmente, mas para o Ministério da Saúde, Governo Federal e toda a comunidade científica internacional”, reforçou o secretário municipal de Saúde de Botucatu, André Spadaro.

Além da efetividade contra as variantes, a pesquisa servirá de subsídio para comparar o quão eficiente foi a vacinação em massa em relação aos outros municípios da região. Botucatu conta com uma unidade do Hospital das Clínicas da Unesp e tem mais de 500 leitos de UTI, o que faz do município um polo de referência em relação às localidades vizinhas.

O estudo terá uma duração estimada de oito meses, que incluirá a aplicação das duas doses e o acompanhamento da população que recebeu essas vacinas. (Do 14News com G1 e Ministério da Saúde).




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