A Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam convocou a todos os caminhoneiros autônomos do País a participarem da Paralisação Nacional dos Caminhoneiros Autônomos contra os impostos no óleo diesel. A paralisação terá início às 6 horas da manhã de segunda-feira (21).

O sindicato da categoria em Botucatu (Sindicam) confirmou ao site Agência14News na noite desta sexta-feira (18) que alguns profissionais já aderiram e na segunda os demais irão parar. “Na região são 3 mil caminhoneiros autônomos. O Sindicam através da Abcam está convocando todos os caminhoneiros autônomos do Brasil inteiro. No Brasil são 700 mil profissionais. Não há data para voltar até o governo aceitar as condições e baixar o preço do diesel”, informou o sindicato regional.

O Sindicato ainda afirmou que pede o apoio da população pois os altos preços praticados reflete na vida das pessoas que também tem o custo de vida elevado incluindo os demais combustíveis, afetando ainda transportes como táxi, ônibus, moto-táxi e veículos particulares. A orientação é não fazer atos na estrada e que todos fiquem em casa para evitar tumulto. 

A categoria informa que a decisão foi tomada após esperar por uma resposta do Governo Federal, que até o momento, não tomou qualquer iniciativa em relação aos pleitos feitos pela categoria.

São eles:
– a redução da carga tributária incidente sobre operações com óleo diesel a 0 (zero), sendo elas as alíquotas da contribuição para PIS/PASEP – e Confins – incidentes sobre a receita bruta de venda no mercado interno de óleo diesel a ser utilizado pelo transportador autônomo de cargas.
– e torne isentas da contribuição de intervenção no domínio econômico — cide, incidente sobre a receita bruta de venda no mercado interno de óleo diesel a ser utilizado pelo transportador autônomo de cargas.
Pedimos que todos os caminhoneiros deste país façam a paralisação em suas casas, ou em postos de abastecimento, SEMPRE DE FORMA PACÍFICA E SEM PREJUDICAR O DIREITO E IR E VIR de outros condutores. Não apoiamos atos de violência, agressões, barricadas nas rodovias ou atos de depredação de patrimônio público.
Outras entidades que não fazem parte da categoria de transporte rodoviário de cargas também estão aderindo à paralisação, são elas: União Geral dos Transportadores Escolares (UGTESP), Cooperativa de Turismo do Distrito Federal (COOPETUR), Sindfrete, Unitrans Brasil, Sindicato de Escolares de Pernambuco e Sindicato de Taxistas de São Paulo e Nordeste.
“Chegamos ao limite! Não dá mais para sustentar tamanho descaso com a sociedade e principalmente com o transporte brasileiro”, informou a Associação.

 

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(do Agência14News).