As baixas temperaturas não são acompanhadas imediatamente da redução da transmissão dos casos de dengue. O alerta é da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, por meio da Divisão de Zoonoses. Expectativa dos especialistas, com base em estudos epidemiológicos, é que haja redução nas próximas semanas, mas o alerta persiste.

A cidade, que teve epidemia com cerca de 50 mil casos e 37 mortes em 2015, mantém rede em alerta este ano. Vigilância Epidemiológica confirmou nesta segunda-feira (27) total de 528 notificações. Nenhuma morte está confirmada: duas são investigadas.

A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora do setor que apura os indicadores, explica que a estiagem e a queda nos indicadores dos termômetros, típicas do final de outono e início de inverno, tendem a frear o avanço de doenças tropicais.

Ela alerta, porém, que atualmente esse “freio natural” tem sido cada vez menor. “O Brasil tem verificado casos positivos de dengue o ano todo, com maior incidência, claro, nos períodos chuvosos. Por isso a importância de não esmorecer os esforços”, disse Alessandra.

PYRIPROXYFEN

A Secretaria Municipal da Saúde informou que o trabalho pelos ACSs (Agentes Comunitários de Saúde), ACEs (Agentes de Controle de Endemias), Supervisores de Saúde e demais servidores que atuam na prevenção, está intensificado desde o ano passado, quando teve início o período chuvoso, com maior risco.

Nas últimas semanas, porém, as visitas domiciliares foram intensificadas. Uma das ações recentes foi a ampliação do uso do Pyriproxyfen. O larvicida passou a ser aplicado mesmo nos potenciais criadouros secos, como por exemplo, ralos de banheiros e quintais.

(com assessoria)