Uma criança de 4 anos foi esquecida dentro de um micro-ônibus escolar por aproximadamente quatro horas, na tarde de quarta-feira (1º), em Torre de Pedra (SP). O caso foi registrado como abandono de incapaz e será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Conselho Tutelar após a menina dar entrada na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. A informação era de que a criança havia permanecido sozinha no interior do veículo escolar desde o fim da rota até ser localizada no período da tarde.
No local, os policiais fizeram contato com a direção da EMEI Antônio de Almeida Barros, que confirmou que a aluna permaneceu no ônibus após o desembarque dos demais estudantes. A criança foi encontrada apenas por volta das 16h e encaminhada para avaliação médica.
Segundo relato da mãe aos policiais, a filha embarcou no transporte escolar por volta das 11h50 e ela só foi informada sobre o ocorrido às 16h30. A menina teria permanecido dentro do veículo desde aproximadamente o meio-dia, sendo encontrada consciente e sem sinais aparentes de ferimentos.
Ainda conforme a ocorrência, o micro-ônibus pertence à frota da Prefeitura de Torre de Pedra. A monitora informou que realizou uma conferência visual após o desembarque dos alunos, mas não percebeu que a criança dormia no banco central do veículo. Ela também afirmou não possuir treinamento específico para exercer a função.
O motorista responsável pela rota declarou que estacionou o ônibus na garagem municipal sem notar que a menina permanecia no interior. A criança foi encontrada somente quando outro motorista entrou no veículo para utilizá-lo, acionando imediatamente os responsáveis.
Na UBS, a menina foi atendida por um enfermeiro, que constatou que ela apresentava bom estado geral de saúde e não corria risco aparente.
Durante o atendimento, policiais questionaram representantes da administração municipal sobre a ausência de comunicação imediata às autoridades policiais. Segundo o boletim de ocorrência, foi informado que a Prefeitura pretendia instaurar um procedimento administrativo interno. A Polícia Militar orientou que, diante de uma situação envolvendo possível risco a uma criança, a comunicação à autoridade policial deveria ter ocorrido imediatamente.
O caso foi apresentado no Plantão Policial, onde foi registrado como abandono de incapaz. As pessoas envolvidas foram ouvidas e liberadas, enquanto a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo ocorrido.





