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Advogados atuam como assistentes de acusação e conseguem condenação do réu

Na quarta-feira, dia 13 de Maio de 2026, aconteceu em Piracicaba mais uma reunião do Tribunal do Júri daquela cidade.

O julgamento já havia sido iniciado em 06 de agosto do ano passado. Porém, em meio ao julgamento o advogado, que realizava a defesa do réu, abandonou o plenário, provocando grandes especulações jurídicas.

Na época, o então Juiz Presidente do E. Tribunal do Júri Dr. Luiz Antonio Cunha entendeu por suspender a sessão de julgamento, sendo redesignada nova data para o dia 13 de Maio de 2026.

Trata-se de um julgamento de feminicidio de grande repercussão em Piracicaba e toda a região e mesmo em Botucatu, já que a vítima possuía vínculos familiares em nossa cidade.

O crime julgado diz respeito a um fato ocorrido no dia 29 de novembro de 2022, por volta das 13 horas, num Hotel, em Piracicaba, quando o acusado M. M. levou sua companheira L. V. de A. para o quarto 204 e a matou. A vítima foi encontrada no quarto com as vestes levantadas, traumatismo craniano, diversas fraturas em seus dentes, golpes na cabeça, garrafa e cesto de lixo na cabeça, saco plástico amarrado na cabeça e esganada.

Segundo os autos, depois do crime o acusado deixou o hotel e informou à portaria que sua companheira estava descansando e não era para ser incomodada.

Depois disso, o acusado teria ido até um escritório de advocacia, em Piracicaba, e confidenciado o ocorrido com um advogado, ficando foragido.

Na data de ontem, em razão da redesignação, ocorreu o novo julgamento sob a presidência do Juiz de Direito Dr. Matheus Romero Martins.

Ao final do julgamento, os jurados acataram integralmente a acusação e condenaram o réu pelo crime de homicídio, com as qualificadoras do motivo torpe, tortura, meio que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, bem como pelo crime de tortura.

Ao proferir a sentença condenatória o Magistrado Dr. Matheus Romero Martins condenou o réu M. M. a pena de 34 anos e 08 meses de reclusão, em regime fechado.

Na defesa do réu atuou a advogada Dra. Alexandra Gomes de Matos Maciel. Na acusação atuou o Promotor de Justiça o Dr. Aluisio Antonio Maciel Neto.

Contratados pela família da vítima, atuaram como assistentes de acusação, os advogados botucatuenses Rita de Cássia Barbuio, José Roberto Pereira e Natália da Paula Medeiros.

A advogada botucatuense dra. Rita de Cássia Barbuio fez questão de registrar a sua satisfação pela decisão dos jurados, assinalando que prevaleceu a justiça, já que “a vítima perdeu a vida de uma forma bruta e injusta”.

Redacao 14 News

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