Nos últimos anos, os vários problemas gerados pelos agrupamentos de indivíduos usuários de drogas, especialmente de crack, que ocupam diferentes pontos do centro da cidade de São Paulo, tornaram-se pauta de campanhas políticas municipais e estaduais, dando ensejo a todo tipo de proposta e de projeto com o pretexto de mudar esse quadro doloroso. Todavia, o que temos observado na prática é a adoção de medidas pouco eficazes, frustradas e até desastrosas. Em geral, elas focam o aspecto da revitalização estrutural, e apenas resvalam de forma transversal, no tempo e espaço, o complexo sistema que alimenta aquela realidade, e dela sobrevive.