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Tenente Antônio Fermiano, 97 anos, de Botucatu: Herói da FEB e do Corpo de Bombeiros 

(por tenente-coronel PMESP Sérgio Marques)

O dia 26 de outubro de 1922 marcou o nascimento de Antônio Fermiano, na cidade de Botucatu-SP, distante 240 km da Capital Paulista. Era filho da Sra. Cristina e do Sr. Laudelino Fermiano. Neto de escravos, era o “sétimo” filho do total de onze.

Começou a trabalhar muito cedo na lavoura, com 9 anos de idade.
Ainda imberbe, labutou na Fazenda Experimental Edegardia, pertencendo ao Estado, em Botucatu-SP. Hoje é uma unidade de ensino e pesquisa administrada pela UNESP/Campus de Botucatu-SP.

Enquanto isso, no mundo: 23 de agosto de 1939 marca a assinatura do Pacto germano-soviético de não- agressão. Por seus escritos, as ideologias de seus respectivos signatários (nazista e comunista) não se agrediriam na eventualidade de um conflito bélico na Europa. Todavia, uma cláusula secreta previa a divisão do Leste Europeu entre a Alemanha de Hitler e a URSS de Stalin. A primeira vítima do nefasto Pacto seria a Polônia.

01 de setembro de 1939, justificando-se na recusa de Varsóvia em ceder ao Reich alemão a portuária cidade de Dantzig bem como o chamado Corredor Polonês, hordas nazistas invadiram o território polaco. França e Inglaterra partiram em defesa ao seu aliado polonês, declarando guerra à Alemanha nazista. Era o início da II Guerra Mundial. 15 após a invasão alemã, a URSS complementou a divisão do butim polonês, invadindo-a pelo leste, extinguindo- a como Estado. Os EUA e demais países latino-americanos, incluso o Brasil, declaram a neutralidade no novo conflito Mundial.
Conforme o acordo de 23 de agosto de 1939, o apetite do “urso russo” continuava grande, pois em 1940 absorveu os Estados Bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) ao Império soviético bem como o leste romeno e o sul da Finlândia. Neste país, sofreram gigantesca resistência na chamada Guerra de Inverno, e, apesar da vitória soviética, os finlandeses infligiram gigantescas baixas no Exército Vermelho.

No segundo semestre de 1940 somente a Grã-Bretanha resistia ao furor do ataque alemão, pois praticamente toda a Europa Ocidental encontrava-se sob o jugo nazifascista (Dinamarca, Noruega, Liechtenstein, Holanda, Bélgica e França). O poderio nazista também “satelizava” o norte da África, nas colônias francesas de Marrocos, Argélia e Tunísia, além da italiana Líbia.

No Brasil, ano de 1940, Antônio Fermiano completava 18 anos, usando o seu primeiro par de sapatos. No mesmo ano uma grande perda abateria a família Fermiano, com o falecimento do seu pai, o Sr. Laudelino.

Na Europa: 22 de junho de 1941, o noivado antinatural germano-soviético chega ao fim. A Alemanha e seus Estados Satélites (Hungria, Eslováquia, Romênia e Bulgária), com auxílio finlandês e italiano, invadiram a União Soviética. O Continente Americano continuava neutro, entretanto, o sopro da guerra era cada vez mais perceptível.

Nos EUA: 06 de dezembro de 1941, o “Dia da Infâmia”. A Marinha Imperial japonesa lançou um ataque, através de seus porta-aviões, de aeronaves (caças e bombardeios), que atacaram Pearl Harbor, porto localizado no Estado americano do Havaí. Em consequência, os EUA declararam guerra ao Japão.

A Alemanha, em apoio de seu aliado do Eixo Roma- Berlim- Tóquio, declarou guerra aos EUA, seguida pela Itália.

Antônio Fermiano, a essa altura, já trabalhara como candeeiro de boi, na plantação de café e na atividade de lenheiro.

No mês seguinte após o ataque japonês, janeiro de 1942, desenvolveu-se a chamada Conferência do Rio de Janeiro, na cidade de mesmo nome, com a participação dos Estados Americanos (inclusive, EUA), que condenaram o ataque japonês. No encerramento da reunião, 28 de janeiro de 1942, o Governo Brasileiro comunicou aos governantes da Itália, Alemanha e Japão o afastamento definitivo do convívio daquelas nações, o que cada país do Continente Americano faria até fevereiro de 1945. O rompimento de relações era o fato político necessariamente anterior ao estado de guerra…
Os integrantes do Eixo encararam a deliberação dos países da América como ato de hostilidade. Consequentemente, vários navios mercantes brasileiros, venezuelanos e mexicanos foram afundados por submarinos alemães ou italianos.

Após esses inúmeros afundamentos no período, com a pressão popular, o Brasil declarou guerra ao Eixo em 22 de agosto de 1942. Tais agressões em águas brasileiras e no Caribe custaram a vida de mais de 1.000 brasileiros, entre tripulantes e passageiros, até o final da guerra.

Muitos estudantes foram às ruas para exigirem do Governo brasileiro a declaração de guerra. Aberto o alistamento para voluntários, poucos estudantes se mostraram tão corajosos…

Iniciou-se outro tipo de alistamento, através do recrutamento por sorteio. Listas saiam nos jornais indicando os convocados.

O serviço militar na época era regido pelo Decreto-Lei 1187, de 04 de abril de 1939. A obrigatoriedade do serviço militar em tempo de paz começava a partir do início do ano civil em que o cidadão completava 21 anos de idade (hoje, são 18 anos).

Nascido em 1922, classe 1922, Antônio Fermiano foi sorteado e em 1944 foi incorporado no Exército Brasileiro. Na época os alistados em Botucatu-SP e região serviram no então uníssono Estado de Mato Grosso.
Fermiano iniciou sua carreira militar na cidade de Campo Grande, no Estado do Mato Grosso, no antigo 18º BC- Batalhão de Caçadores, lá servindo por aproximadamente 8 meses. Em 1977 houve o desmembramento do Estado, com a criação do Mato Grosso do Sul, cuja capital é a cidade em destaque.

Depois sua Unidade foi deslocada à Capital Federal, no Rio de Janeiro.
No percurso, um fato digno de nota. Saindo de Campo Grande, no Mato Grosso, a tropa fez baldeação em Bauru- SP. Em outro trem especial os militares foram acomodados, agora com destino final à cidade do Rio de Janeiro. Obrigatoriamente, o comboio ferroviário passaria por Botucatu-SP, cidade de nascimento do então soldado Antônio Fermiano, distante 95 km de Bauru.

Coincidentemente, sua residência ficava na margem da estrada de ferro. Como o trem especial não pararia em Botucatu, os parentes de Fermiano se perfilaram à passagem do trem, em despedida do querido familiar. Um momento difícil para os familiares, pois poderiam não mais ver o seu ente querido… Um aperto doloroso no coração de sua mãe!

Com o desembarque na “Cidade Maravilhosa” mais treinamento.
Enfim, dia 23 de novembro de 1944. A tropa não sabia o dia certo de embarque para a Itália, mas sempre treinavam a partida. Contudo, foi tudo diferente naquele dia, pois era a partida real. Embarcaram 4.691 guerreiros brasileiros no navio de transporte americano General Meigs, com destino ao porto de Nápoles- Itália, atingindo-o em 07 de Dezembro de 1944, em perigosa viagem de 14 dias. Os mares não estavam livres dos temíveis U-Bolts, os submarinos alemães. O soldado Fermiano era um dos passageiros do 4º Escalão da FEB (de um total de 5, perfazendo mais de 25.300 combatentes).

O efetivo de todo o 4º Escalão foi classificado no DP- Depósito de Pessoal, e, apesar da impropriedade do nome, destinava-se às substituições e preenchimentos de claros dos 03 Escalões anteriores, desfalcados em decorrência de mortes, ferimentos ou extravios dos pracinhas.
“Pracinha” era o termo carinhoso pelo qual os brasileiros chamavam os membros da FEB- Força Expedicionária Brasileira, que lutaram ao lado das Nações Unidas, nos campos da Itália, entre 1944-45, contra o nazifascismo, durante a II Guerra Mundial.

Como explica o historiador César Campiani, autor do livro “Irmãos de Armas”, o 4º Escalão foi com o nome de DP- Depósito de Pessoal. O 5º Escalão, que desembarcou no mês de fevereiro de 1945, teve o nome alterado para CRP- Centro de Recompletamento de Pessoal-, pois o termo `Depósito´ não soava bem.”

A FEB-Força Expedicionária Brasileira tornou-se operacional em ações de guerra na Itália desde a realização da 1ª patrulha por pelotão do 6º RI-Regimento de Infantaria, de Caçapava-SP. Substituindo tropa americana, a patrulha ocorreu em 15 de setembro de 1944, no setor de Ospedalentto, junto ao lago de Massaciucoli, no Vale do Rio Arno. O primeiro disparo realizado por nossa artilharia contra as hordas nazifascistas foi no dia seguinte, 16 de setembro de 1944, pelo 2º Grupo do 1º Regimento de Obuses (atual 21º Grupo de Artilharia de Campanha- Niterói-RJ). Várias cidades italianas foram libertadas pelos Expedicionários brasileiros no início da campanha, tais como Massaroca, Bozzano, Quiesa, Camaiore etc.

A FEB era subordinada ao V Exército Americano, recebendo, em todos os 5 Escalões, treinamento, fardamento, doutrina e armamento norte-americano.

Sob o gélido inverno europeu, os integrantes do 4º Escalão treinaram muito em período adaptativo no solo italiano. Logo teriam o batismo de fogo nas linhas de frente.

O 1º RI, no dia 21 de fevereiro de 1945 (apoiado por um Batalhão do 11º RI- Regimento de Infantaria), após quatro tentativas realizadas desde novembro do ano anterior, por fim, conquistou o Monte Castello. O fato é um dos capítulos mais emblemáticos da participação brasileira na II Guerra, que embebedou a terra peninsular italiana do sangue de nossos compatriotas.

Nossos pracinhas desalojaram os nazifascistas do cume das montanhas. Mesmo com o temor da batalha, cada brasileiro ali foi um leão em coragem.
Formalmente, a partir de 01 de março de 1945 o soldado Antônio Fermiano, desligando-se do DP-Depósito de Material, foi reclassificado no 1º RI- Regimento de Infantaria, o histórico “Regimento Sampaio”, atual 1º BI Mec (Es)- Batalhão de Infantaria Mecanizado, ainda sediado na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro. Nosso protagonista foi um dos membros do 4º Escalão, que completaram os quadros faltantes da Unidade, tomando o número de identidade provisório 5981.

Em abril de 1945 Fermiano foi contemplado com um elogio em seus assentamentos do 1º RI, pelo seu desempenho operacional na Guerra:
• “executado, entre 05 e 10 de março, na frente das nossas posições, a construção de redes de arame e campos de minas antitanques e antipessoal; permanecido em posição, com o Batalhão, de 2 a 19 de março; sido substituído, a 20 de março, com o Batalhão, por elementos do 6º RI, deslocando-se para Vidiciático, onde acantonou como reserva do 1º DIE, e permaneceu desde 20 de março.

Pelas ações acima descritas, na linha de frente, mostravam o perigo que as missões de guerra ofereciam aos integrantes da FEB.

Mas a Guerra ainda não estava finalizada. No meio do caminho dos pracinhas brasileiros até a vitória final havia literalmente uma pedra, a cidade de Montese.

Fermiano, nosso herói de Botucatu, com apenas 22 anos de idade, tornar-se-ia uma lenda, ao lado de seus demais irmãos de armas.

Em Montese, no mês de abril de 1945, na “Ofensiva da Primavera”, a FEB travou a sua maior batalha urbana durante a Campanha. Mais uma vez, o sangue brasileiro encharcou o solo italiano, todavia, o inimigo pagou um tributo caríssimo, sofrendo tremenda derrota.

A Batalha teve início no dia 14 de abril de 1945. No dia seguinte, 15 de abril, em um dos ataques pela posse de Montese, na “cota 758”, entre Sassomolare e Montese, o soldado Antônio Fermiano foi ferido. Durante o avanço, uma bomba, lançada pela artilharia alemã contra os atacantes brasileiros, atingiu o corpo inerte de um sargento americano, morto no dia anterior. Concomitante a explosão, a granada, que portava o estadunidense falecido, detonou, sendo que seus estilhaços atingiram a perna direita do soldado Antônio Fermiano. Socorrido para o Hospital de Campanha de Montese de sua Cia, permaneceu internado por alguns dias, recuperando-se rapidamente dos ferimentos e voltando a ação.

No ataque a Montese o soldado Fermiano foi uma das 430 baixas brasileiras (inclusos, 34 Expedicionários mortos). Do lado alemão foram quase 500 baixas e 453 prisioneiros de guerra.

Sua participação foi registrada, através de elogio coletivo, em junho de 1945, em seu assentamento, mandado registrar pelo seu comandante, da 6ª Cia, com os dizeres:

• “Soldado 5891 (Antônio Fermiano), pelas provas de valor militar evidenciadas na frente de Sassomolare, no período de 02 a 27 de abril de 1945. Com seu esforço pessoal, sua dedicação e coragem muito contribuiu para que a 6ª Cia mantivesse a posição do maciço de Sassomolare, realizasse os ataques à Serrasciccia e cota 750, Cá de Bartalino, cota 758 e a exploração do êxito que, 761 e por cima, através terreno minado, finalizou em Cá di Sopra (ponto cotado 622). Exemplar no cumprimento do dever, suportou pesados bombardeios e perseverou na missão recebida.”

Os alemães, mesmo no final da guerra, ainda possuíam artilharia eficiente, que despejavam o aço sobre os brasileiros. Os alemães e italianos fascistas resistiram até o limite de suas forças.

No dia 08 de maio de 1945, enquanto ocorria a comemoração Aliada pela vitória sobre as forças teuto-italianas na Europa, Getúlio Vargas, à época, ditador no Brasil, desmobilizava o efetivo da FEB… Mesmo antes do retorno dos pracinhas brasileiros já eram considerados civis. Vaticinando, Vargas temia que fosse destituído do poder, o que ocorreu no mesmo ano.

Realizada eleições para o cargo de Presidente, seu ex- Ministro da Guerra, Marechal Dutra, foi eleito, assumindo a Presidência da República em 1946.
No mesmo vibrante dia 08 de maio de 1945, “Dia da Vitória”, o soldado Antônio Fermiano, que se encontrava em Roma-Itália, com vários companheiros de farda, tiveram uma raríssima oportunidade. Conheceram pessoalmente o Papa Pio XII, na Cidade do Vaticano, recebendo suas bênçãos.

Fermiano somente no mês de julho recebeu sua identificação definitiva, pela Seção de Identificação da AG- Ajudância Geral, sob o nº TO-238. O “TO”, que significa “Teatro de Operações”, indica que sua identificação definitiva só foi confeccionada no Teatro de Operações da Itália.

Com o tempo livre, no pós- Guerra, o soldado Antônio Fermiano (com outros membros da FEB), conheceu a Itália, que há pouco auxiliara na libertação da tirania nazifascista, adaptando-se rapidamente ao idioma local.

Ainda hoje persiste uma lenda de que os membros da FEB eram homens mirrados, raquíticos e doentes. Contrariando essas falácias, o próprio exemplo de Fermiano, pois tem 1,81m de altura, bem acima da média dos brasileiros ainda hoje. A Força Expedicionária Brasileira procurou selecionar para seus quadros o melhor do Brasil.

Sobre a FEB, durante a Campanha na Itália, na II Guerra Mundial, 460 militares brasileiros morreram (02 deles policiais da Guarda Civil Paulista, que formaram o Pelotão de MP: Military Police: Polícia Militar). 2.722 Expedicionários foram feridos. O “MP” foi o embrião de criação da PE- Polícia do Exército, tradicional Unidade do Exército Brasileiro.

Afinal, a viagem de retorno. No 2º Escalão, partiram do Porto de Nápoles-Itália, no dia 11 de agosto de 1945, a bordo do transporte americano “Mariposa”. O soldado Antônio Fermiano e os seus companheiros desembarcaram na cidade do Rio de Janeiro no dia 22 de agosto de 1945, desfilando pela cidade. Após a solenidade, o Batalhão retornou ao seu Quartel originário, na Vila Militar.

Segundo o Sr. Antônio Fermiano, o legado da Guerra foi “a igualdade”, pois na Guerra os pracinhas brasileiros eram tratados pelo Exército Americano e outros Exércitos como iguais, com a mesma importância, independentemente de qualquer diferença. Todos recebiam a mesma alimentação, uniforme, armamento e compartilhavam de um inimigo em comum.

Mas, com certeza, os demais países no Teatro de Operações na Itália, aliados ou não, surpreenderam-se com a composição da FEB. Era uma mescla (impensável para eles) de caboclos, negros, brancos, mulatos, índios, descendentes de japoneses, alemães, italianos, polacos, árabes etc. Apesar de nossas restrições, especificamente, de ordem material, com o tempo a FEB se tornou uma uníssona “máquina de guerra”. Lutando em espaço geográfico em condições totalmente diferentes daquelas encontradas no Brasil, a FEB conquistou o respeito de inimigos e aliados.
Já em território pátrio e em decorrência de sua participação na II Guerra e ferimento, o soldado Fermiano foi agraciado com as seguintes

Condecorações:
• Medalha de Campanha da FEB;
• Medalha Sangue do Brasil; e
• Diploma de Ferimento em Ação.
Logo que pode rapidamente direcionou-se a Botucatu- SP com o intuito de rever a querida mamãe, em seu belo uniforme da FEB, com o símbolo da “Cobra Fumando” em sua manga esquerda! Que alegria vivenciar esse momento especial.

No dia 18 de setembro de 1945 foi licenciado (dispensado) das fileiras do Exército, considerado reservista de 1ª categoria, recebendo o certificado especial nº 09.514.

Mas, os problemas logo bateriam à porta do jovem Expedicionário. As honrarias recebidas por Fermiano naqueles dias não o ajudaram bem como aos demais pracinhas, uma das grandíssimas injustiças brasileiras. Fermiano e seus irmãos de armas, desmobilizados e ignorados pelo Governo, sem nenhum apoio estatal, muitos passaram por dificuldades de todas as espécies, principalmente, emocionais e financeiras.

O jovem de Botucatu conseguiu emprego de faxineiro, no Fórum João Mendes, da Justiça Estadual Paulista, no centro da Capital.

Sempre olhando em frente, como tivera excelente adaptabilidade na vida de caserna, decidiu por se inscrever como voluntário na Força Pública, atual PMESP, Instituição que o acolheria profissionalmente, sendo seu grande orgulho até os dias atuais.

Após aprovação nos exames de praxe, ingressou nas fileiras da Força Pública, no dia 10 de outubro de 1946, como soldado, sob Registro Estatístico- RE: 8.427-1.

Dois dias após foi apresentado na 2ª Cia do BE- Batalhão Escola, no CIM- Curso de Instrução Militar, no Barro Branco, bairro do Tucuruvi, na zona norte da Capital. Além do BE- Batalhão Escola, especializada na formação de soldados, compunha o CIM da EO- Escola de Oficiais (formada pelo Corpo de Cadetes da Força Pública), Escola de Cabos e Escola de Sargentos. Todos se formaram nas recém-inauguradas instalações do Quartel (1944), serviço executado a cargo do SE- Serviço de Engenharia da Instituição, sob a direção do coronel engenheiro Euclides Marques Machado.

Após a conclusão do Curso de Recrutas (Soldados), Fermiano foi classificado, no dia 05 de janeiro de 1947, no CB- Corpo de Bombeiros da Força Pública, 6ª Cia. Paralelamente, já no Corpo de Bombeiros, foi escalado para frequentar a Instrução de Recrutas Bombeiros.

Por conveniência do serviço, várias vezes fora transferido de Companhia, todas do Corpo de Bombeiros, abrangendo várias áreas do Estado. Acabou por conhecer e trabalhar em muitos Destacamentos da Capital, interior (Jundiaí-SP) e litoral (Santos-SP), sem contar nas inúmeras diligências em cidades Paulistas como São José dos Campos, Jacareí, Ilha Bela, Taubaté, dentre outras.

Com sua experiência de pracinha da FEB, trabalhou também na reserva de armas das subunidades pelas quais foi subordinado.

A partir de 20 de agosto de 1947 foi transferido para o Destacamento de Santos-SP, inclusive, desfilando no “07 de Setembro” daquele ano pela Cidade.

Menos de dois anos após já estava novamente na Capital Bandeirante.
Eclipsadas pelo tempo, participou no salvamento de diversos sinistros.
Em destaque, o grave incêndio, que se apoderou de um prédio em construção, de 5 andares, que arrebatou ao seu lado o “Edifício Íbis”, de 9 andares e outras duas construções na Av. São João, na Capital, em setembro de 1950. Formou- se as margens da referida Avenida uma multidão, que, espantada, assistia à fúria das labaredas de fogo, que a tudo consumia. Além da falta de água para combater o sinistro, os “soldados do fogo” ainda socorreram 11 pessoas queimadas, inclusive, bombeiros, e duas pessoas mortas. Uma das vítimas carbonizadas era moradora do “Edifício Íbis”, uma jovem de apenas 18 anos. A outra vítima fatal foi o guarda-civil nº 9898 Elyseo de Almeida, há 3 anos na Corporação, falecido no mesmo dia em que completava 23 anos. Era filho do Sr. Benedito de Almeida, guarda-civil aposentado. Seu falecimento ocorreu quando tentava salvar outras pessoas, que estavam no interior do prédio em chamas.

Pelo desempenho em tal calamidade, o soldado Fermiano foi elogiado em outubro de 1950:
• “20 de setembro de 1950, incêndio acidental na Av. São João, 1313, Edifício Íbis, revelando capacidade de ação, abnegação, e desprendimento no cumprimento do dever, merecendo, para isso, menções de destaque de toda a imprensa da capital”.

Mesmo com a escala de serviço apertada, sempre que sobrava um tempinho Fermiano retornava a Botucatu-SP para rever a amada mãe, Dona Cristina. Alegrava-se com os demais familiares e amigos, nunca perdendo contato com suas origens.

Em seu primeiro lustro no Corpo de Bombeiros da Força o soldado Fermiano já se esforçava para alcançar maiores graus na hierarquia da Instituição, ciente de que as avaliações eram muito rígidas.

Em maio de 1951 foi matriculado no preparatório ao CCC- Curso de Candidato a Cabos.

No ano seguinte se matriculou no Curso de Bombas (hoje, Operação do Sistema de Bomba de Pressurização das Viaturas de Combate ao Incêndio), especialização na área de Bombeiros, com abertura em setembro de 1952.
Entretanto, o prelúdio de 1953 não foi bom para o soldado Fermiano, pois fora reprovado no Curso de Bombas bem como no concurso de ingresso para o Curso de Cabos, 2ª graduação na hierarquia militar, reprovado em Aritmética. Mas, as dificuldades eram apenas pequenos obstáculos na vida de nosso protagonista.

Em julho de 1953 prestou outro exame de ingresso no CCC, sendo aprovado.
Nesse interregno, mais um sinistro, hoje esquecido, que abalou a Pauliceia. Na madrugada de 13 para 14 de julho de 1953, na Rua Florêncio de Abreu, um incêndio vitimou 53 pessoas no Salão de Bailes “Club Elite 28 de Setembro”. A saída única do salão era uma escada de 1,30 m de largura. Com alvará para 130 pessoas, no momento da tragédia em torno de 300 pessoas se divertiam no interior do Clube. No afã de salvar as vítimas, somaram-se fatalmente a elas dois servidores, o cabo Antônio Duarte de Andrade Amaral, do Corpo de Bombeiros da Força, mesma Unidade do soldado Fermiano, e o investigador Alberto dos Santos, da Polícia Civil. O cabo Duarte era filho de um sargento veterano, João Duarte do Amaral, também da Força Pública, que falecera anteriormente, em 26 de dezembro de 1952.

Do triste episódio Paulistano também participou do socorro e do salvamento das vítimas o soldado Antônio Fermiano, perdendo um irmão de farda. Por sua conduta no incêndio foi elogiado individualmente:
• “de 13 para 14 de julho, na Rua Florêncio de Abreu, onde perderam a vida mais de 50 pessoas, inclusive, um cabo de nossa Unidade, elevando, por seu amor ao trabalho, dedicação, arrojo e amor ao próximo, o nome de nosso Corpo de Bombeiros”.

Logo depois do terrível incêndio da Rua Florêncio de Abreu, o soldado Antônio Fermiano, em 18 de setembro, foi transferido para o Destacamento do Corpo de Bombeiros de Jundiaí-SP. Na cidade encontraria em breve sua cara metade…

Em fevereiro de 1954 foi apresentado no CFA- Centro de Formação e Aperfeiçoamento (nova denominação do CIM, a partir de 1950), no Quartel do Barro Branco, com o propósito de frequentar o CCC- Curso de Candidato a Cabos, 1º Turno. Por 4 meses estudou no Curso, com encerramento no início de junho. Porém, foi reprovado em uma única matéria: “Topografia, Observação e Transmissões”, entretanto, com o direito de prestar exame de 2ª época da referida matéria na primeira oportunidade.

Dia 25 de junho de 1954, sua mãezinha, Sra. Cristina, faleceu. Uma dor insuportável atingiu o coração de Fermiano. Após o período de luto, foi reapresentado no Destacamento de Jundiaí. A dor só não foi maior, pois ao seu lado estava sua noiva, Sra. Leonilda, que o auxiliou naquele difícil período.

Mais uma daquelas ocorrências que ficam indeléveis na alma. No dia 08 de setembro de 1954, na cidade de Taubaté (já conduzindo viatura de auto-salvamento), auxiliou na retirada do corpo do 3º sargento José Feliciano Arouca, do 5º Batalhão de Caçadores da Força (atual 5º BPM/I) do Rio Paraíba. Com isso, foi elogiado individualmente por seu comandante, pois:
• “trabalhando toda a noite, só abandonando a sua tarefa depois de localizar o corpo do Sargento em apreço. A ação desse elemento foi tão destacada, que foi objeto de uma comunicação especial, feita pelo comandante interino do 5º BC.”

Com esforço pessoal, superando-se, finalmente, em 24 de novembro de 1954 foi aprovado em 2ª época no CCC- Curso de Candidato a Cabos, na matéria “Topografia, Observação e Transmissões”, o que abria a possibilidade de promoção.

A ascensão não tardou, chegando no dia em que se comemora a data de criação da Força Pública (hoje, PMESP), “15 de dezembro”, de 1954. Por merecimento, promovido à graduação de cabo da Força Pública, permanecendo no Corpo de Bombeiros. Aquele menino humilde, por esforço pessoal, alcançava o segundo degrau na hierarquia militar.
Com 32 anos, 14 de maio de 1955, na cidade de Jundiaí-SP, casou-se com a Sra. Leonilda Francisca de Melo, que acrescentou ao seu sobrenome a alcunha Fermiano. A família se estabeleceu na zona norte da cidade de São Paulo, no bairro de Vila Nova Cachoeirinha.

No dia 03 de março de 1956 foi presenteado com o nascimento de sua primogênita, Teresa Cristina Fermiano, homenageando com o nome de sua estimada mãe.

Para continuar crescendo na hierarquia da Força, em especial, alcançar a graduação de Sargento, necessitava pertencer ao Quadro de Motoristas.
Sempre se aprimorando, em 12 de setembro de 1956, após aprovação em exame de saúde, ingressou no Quadro de Motoristas, habilitado a conduzir jeeps, micro-ônibus e caminhões.

Em março de 1957 foi remanejado do Destacamento dos Bombeiros de Jundiaí-SP para o do Bairro do Limão, na zona norte da Capital.
No mesmo ano, outra Epidemia, a segunda do século XX (a primeira foi a Gripe Espanhola de 1918), que castigaria a Humanidade, a chamada “Gripe Asiática”. Rapidamente se espalhou pelo mundo, chegando ao Estado de São Paulo. O cabo Fermiano transportava os médicos, que cuidavam dos enfermos infectados nos bairros periféricos da zona norte da Capital (Freguesia do Ó, Cachoeirinha e Brasilândia).

Em outubro de 1957 São Paulo passou por forte estiagem, em decorrência da severa diminuição das chuvas. A Força Pública se empenhou em minimizar os prejuízos da sociedade, especialmente, através do Corpo de Bombeiros, com carros pipas distribuindo água. O cabo Antônio Fermiano no período foi elogiado, pois:

• “demonstrou grande espírito de sacrifício e amor ao trabalho”, objetivando minorar os sofrimentos da população.

Por mérito pessoal, finalmente, conquistou à graduação de 3º sargento motorista, em dezembro de 1957, permanecendo no Corpo de Bombeiros.
Com o salário baixíssimo dos integrantes da Força Pública, Fermiano complementava a renda, nos horários de folga, demolindo residências, confeccionando “bolas de capotão”. Sempre ao seu lado, Dona Leonilda, além dos trabalhos do lar e na educação da filha, costurava para fora, auxiliando no aumento da renda para o sustento digno da família.
Ano de 1961. Era absurda a defasagem salarial na Força, fato que se arrastava há anos. Também o Governo era questionado “contra o sistema de execução do policiamento em São Paulo, em que a Corporação aparece com funções puramente de execução, sem participar do seu planejamento”.
Insensível o Governador pelos clamores e reinvindicações dos integrantes da Força, o movimento foi iniciado em 13 de janeiro de 1961, encabeçado por oficiais e praças do Corpo de Bombeiros, com adesão de várias Unidades da Força.

Após interrupção das atividades, no dia seguinte, dia 14 de janeiro, 513 policiais foram presos, inclusive Antônio Fermiano. Após alguns dias, a Justiça Militar os colocou em liberdade, por haver se tornado o fragrante insubsistente.

No dia 21 de dezembro de 1962, véspera de Natal, os 513 indiciados foram anistiados, após sentença de Agnello Camargo Penteado, Juiz Auditor, Corregedor e das Execuções Criminais da Justiça Militar do Estado, em exercício.

Muitos plantões se seguiriam, muitos salvamentos, incêndios!!!!
No dia a 02 de maio de 1963 a publicação de mais uma promoção, agora na graduação de 2º sargento motorista, classificado também no Corpo de Bombeiros.

Dia 24 de julho de 1964, 8 anos após o nascimento de sua filha Teresa Cristina, Dona Leonilda, sua esposa, deu a luz a Valdir Fermiano, segundo filho do casal.

No ano seguinte, no dia 24 de setembro, nascimento de sua filha Ivani Fermiano, que abrilhantaria a vida do casal Fermiano.

Rondas, diligências, socorros e salvamentos faziam parte da rotina do 2º sargento Fermiano.

Outra promoção, a última na ativa, outubro de 1966, elevado à graduação de 1º Sargento da Força Pública, permanecendo no Corpo de Bombeiros.
Com a contagem de tempo de serviço no Corpo de Bombeiros da Força Pública, somado ao tempo o trabalho na Fazenda Experimental Edegardia, em Botucatu-SP. Acrescentando o tempo no Exército Brasileiro (contando em dobro no período da guerra) e no Fórum João Mendes, no dia 11 de julho de 1967 o 1º sargento Antônio Fermiano completou a sua missão como militar estadual. Foi à reserva (aposentou-se), tornando-se veterano da Instituição.

Por força de Leis, foram concedidas duas promoções concomitantes e consecutivas. A primeira, no posto de 2º tenente e, por ter participado da FEB como pracinha, no de 1º tenente da Força Pública.

Com a extinção, em 1970, da Força Pública e da Guarda Civil, seguida da unificação de quase totalidade de seus respectivos efetivos, formando a PMESP, o 1º tenente Antônio Fermiano passou automaticamente à reserva (veterano) da PMESP.

Com 47 anos, 1969, nasceu o filho caçula com a Dona Leonilda, Valdimir Fermiano, seu 4º filho.

Dedicou-se a atividades que sempre apreciou. Trabalhou na lavoura, plantando tomates e entregando-os no Ceasa, em São Paulo, produtos colhidos de seu sítio em Ibiúna-SP, local em que se estabeleceu com a família, após sua aposentadoria na Força Pública.

Uma grande tristeza, um baque para os Fermianos, pois em 06 de setembro de 1979, sua esposa, Sra. Leonilda, faleceu.

Em janeiro do ano seguinte decidiu se mudar com a família para Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.

O coração do 1º tenente Antônio Fermiano novamente ficou feliz, pois encontrou uma estimada companheira, a Sra. Fátima Saito Barbosa. De origem nipônica, com ela se casou em 08 de julho de 1980. Há 40 anos unidos, desde a década de 1990 residem em Campo Grande- MS. Da união, mais quatro filhos: Ana Maria, Maria Helena, Valdinei e Vera Lúcia. Ana Maria e Valdinei residem no Japão.

Em 1981, a família retornou para Botucatu-SP, cidade natal do Sr. Antônio, sempre trabalhando com lavoura. Somente com 96 anos, por limitações físicas, deixou a atividade laborativa.

Na cidade de Botucatu, em 15 de novembro de 1987, inaugurou-se, com solenidade, a Praça dos Ex- Combatentes da FEB, uma praça rotatória, situada na confluência da Av. Leonardo Villas Boas com a Rua Lourenço Castanho. Há uma placa com os nomes dos 31 Botucatuenses Expedicionários, dentre eles, o de Antônio Fermiano.

Somente em 1988, 43 anos após o final da II Guerra, quando muitos não mais estavam entre nós… os ex- combatentes da FEB foram beneficiados por uma Legislação, que concedeu a eles uma humilde pensão. O 1º tenente Antônio Fermiano recebe única e exclusivamente o seu salário da PMESP, não recebendo nenhum tipo de pensão como ex- combatente da II Guerra.
Além de seus 8 amados filhos, também Deus o abençoou com 8 netos e 3 bisnetos.

Nas palavras de Dona Ivani, o Sr. Antônio Fermiano, seu pai, “é o nosso tesouro, uma fonte inesgotável de sabedoria e alegria”.

Em breve, no dia 26 de outubro, o Sr. Fermiano completará 98 anos.
Que felicidade chegar a essa idade com uma família, que se une em torno da figura salomônica, representada pelo Sr. Antônio Fermiano. Um orgulho para a Família, a PMESP, o Estado de São Paulo, o Brasil e para os italianos. Um herói, que de fato, é História Viva, Exemplo Vivo!

FONTES:
Assembleia Legislativa de São Paulo. LEI N. 2.054, DE 24 DE DEZEMBRO DE 1952. Que dispõe sobre condições para a transferência à inatividade, dos oficiais e praças da Força Pública. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/…/1952/lei-2054-24.12.1952.html. Acesso em: 05 ago. 2020.
____________________ LEI N. 5.278, DE 15 DE JANEIRO DE 1959. Altera a redação dos artigos 1.°, 4.° e 5.° da Lei n. 2.054, de 24 de dezembro de 1952. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/…/1959/lei-5278-15.01.1959.html. Acesso em 05 ago. 2020.
____________________ LEI N. 3.568, DE 6 DE NOVEMBRO DE 1956. Modifica a disposição de artigo 7.° da Lei n. 211, de 7 de dezembro de 1948, e dá outras providências. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/…/1956/lei-3568-06.11.1956.html Acesso em 05 ago. 2020.
Banco de Dados da FEB. Informações do Embarque. Disponível em: https://bancodedadosfeb.com.br/?page_id=25563. Acesso em 10 ago. 2020.
COSTA. Renato César Tibau da Costa. 1º Esquadrão de Reconhecimento na II Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército, 2020. Disponível em: https://issuu.com/…/o_primeiro_esquadr_o_de… Acesso em 01 out. 2020.
Decreto-Lei 1187, de 04 de abril de 1939. Dispõe sobre o Serviço Militar. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/…/decr…/1937-1946/del1187.htm. Acesso em 01 out. 2010.

ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO. História do Exército Brasileiro: Perfil militar de um povo. Brasília-DF: Fundação IBGE, 1972.
Jornal Diário da Noite, SP, 21 de setembro de 1950, p. 16; 22 de setembro de 1950, p. 10; 04 de abril de 1951, p. 9; 16 de junho de 1953, capa e p. 1-3.
GONÇALVES, José; MAXIMIANO. Cesar Campiani. Irmãos de Armas: Um Pelotão da FEB na II Guerra Mundial. Disponível em: https://chomilitaria.com/…/livro-irmaos-de-armas-para…/ Acesso em: 05 ago. 2020.
MAMÉDIO, Lucas. Aos 97 anos, Antonio é história viva dos veteranos da 2ª Guerra. Disponível em: https://www.campograndenews.com.br/…/aos-97-anos…. Acesso em 10 ago. 2020.
MILITIA, ano 16, nº 99, janeiro/fevereiro de 1963, p. 17 a 21, Disponível em: http://revistamilitia.policiamilitar.sp.gov.br/…/REVIST…. Acesso em 06 out. 2020.
Revista Verde Oliva. Força Expedicionária Brasileira-FEB 75 anos. Brasília-DF. Ano XLVII. Nº 250. Junho de 2020. CCOMSEx. Disponível em: https://pt.calameo.com/read/001238206fc95ea4ca3d5. Acesso em 18 ago. 2020.

Assentamentos:
Exército Brasileiro- Batalhão Sampaio- 1º RI: Alterações ocorridas com o militar soldado Antônio Fermiano, nº 5981.
PMESP- Certidão de Assentamento Individual do 1º Tenente PMESP Antônio Fermiano, RE – 8427-1.
Imagens: Arquivo pessoal, cedidas gentilmente pelo Sr. Antônio Fermiano e Família.
Colorização das imagens feita por Felipe Prado, do Século XX: O Mundo em Guerra 2.0.


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