O locutor Wagner Pires de Camargo, o Carrapato, aos 68 anos, voltou a falar em uma rádio depois de 10 anos que não frequentava estúdios de uma emissora.

Ele esteve na manhã desta quinta-feira (20), na Municipalista de Botucatu (SP) quando foi entrevistado pelos repórteres Vanderlei dos Santos e Cristiano Alves.

Na oportunidade, ele foi acompanhar uma equipe de moradores do Asilo Padre Euclides que estava divulgando um jantar Italiano que ocorre em junho deste ano.

“Fazia 10 anos que não via um microfone de perto. Mas fiquei muito feliz de ser lembrado. Não existe presente sem passado”, comentou o locutor que fez muito sucesso em Botucatu e região fazendo os noticiários policiais principalmente no Palanque da Rádio F-8, ele que trabalhou ainda na Municipalista e Clube FM.

Na oportunidade, ele falou para as duas rádios que estavam em cadeia: a Municipalista e F-8, esta última onde trabalhou por mais tempo.

Carrapato contou que é separado da esposa e tem um filho advogado que mora em São José do Rio Preto. Hoje, mora no asilo de Botucatu onde diz que é muito bem tratado.

O ex-locutor disse ainda que antes de atuar no rádio de Botucatu era consultor da Ford que na moeda atual recebia salário de 10 a 15 mil reais. “Viajava-se muito e tinha pouco tempo para a família. Fiquei 6 anos na Ford e depois fui para as Máquinas Oliveti, onde fiquei 4 ou 5 anos, onde era secretário da área de vendas, fazia o Estado de São Paulo. Tive bons empregos”, disse.

Sobre a carreira de repórter disse que era uma vida sem horário ainda mais porque estava em todos os lugares, até por usar o slogan: carrapato em cima do fato, e que a modernidade que permite hoje maior acesso rápido à notícia, diz ele, são recursos que vem para melhorar a comunicação.

Carrapato lembra que atuou por muitos anos como repórter policial, mas também cobria outros assuntos como carnaval. “Não me lembro uma informação importante, pois todas são especiais”, comentou.

Ele tambem falou sobre um de seus desafios que nunca conseguiu vencer que é o cigarro. “Só vou largar quando morrer”, brincou.

O locutor ainda falou pelos lugares onde trabalhou e alguns detalhes da profissão.

(Do Agência14News)