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Botucatu participa dos 16 dias de mobilização para combater a violência contra mulheres 

Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)
-Imagem arquivo/ Fernando Frazão (Agência Brasil).

Considerando que o próximo dia 25 de novembro será marcado pelo início de uma mobilização social reconhecida como “Os 16 dias de ativismo”, o Conselho Municipal de Políticas para Mulheres, através de sua diretoria, vem se solidarizar com todas as mulheres vítimas de violência.

A atividade irá até o próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A campanha foi criada em 1991 por movimentos de mulheres e atualmente é realizada em 159 países.

“Os 16 Dias de Ativismo” é o momento oportuno para reforçarmos uma luta permanente.

A Presidente do Conselho Maria Flávia Maiello Ferreira disse que “a violência contra a mulher é uma das formas mais bárbaras de violação dos direitos humanos. Chamamos mulheres e homens a participarem da campanha para denunciar este grave problema enfrentado pelas mulheres no mundo. A violência pode atingir uma pessoa da família de qualquer um, uma amiga, filha ou colega de trabalho”.

Entre as violências contra a mulher, uma das mais cruéis é o estupro, enraizado em um conjunto complexo de crenças patriarcais, poder e controle que continuam a criar um ambiente social no qual a violência sexual é generalizada. No Brasil, uma mulher é vítima de estupro a cada 11 minutos.

A Campanha dos “16 dias de ativismo” foi lançada em 1991 por 23 mulheres de diferentes países, reunidas no Centro de Liderança Global de Mulheres para promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres.

O período engloba datas históricas significativas, marcos de luta das mulheres, iniciando em 25 de novembro, declarado o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres, e finalizando em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a Campanha foi antecipada para 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, fazendo o reconhecimento histórico da opressão e discriminação contra a população negra e, especialmente, as mulheres negras brasileiras cujas vidas são marcadas pela opressão de gênero, raça e classe social.

Do Conselho Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Botucatu (SP) – Foto de capa ilustrativa (Agência Brasil).

Segundo a Secretaria de Segurança, de janeiro a setembro, Botucatu registrou 1.932 casos de estupros, sendo 6.051 contra vulneráveis. Veja os casos no mês de setembro de 2020 no Estado. Foram no único mês 26 feminicídios, sendo a maioria (15) no interior.


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