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Veterinária participa na China de evento sobre diagnóstico do câncer de pele em animais com uso da IA

Entre 12 de julho e 8 de agosto de 2026, a médica-veterinária equatoriana Faviana Maza León, aluna do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, participou do Programa Brasil-China de Futuros Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, promovido pela CAPES, com atividades realizadas na China.

Orientada pelo professor Alessandre Hataka, Faviana desenvolve pesquisas voltadas à aplicação de inteligência artificial (IA) no diagnóstico de neoplasias cutâneas (câncer de pele) em animais de companhia.

A oportunidade de participar do programa surgiu a partir do Edital CAPES nº 4/2026 – Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, que selecionou propostas institucionais para a indicação de pós-graduandos de instituições de ensino superior brasileiras para a realização de mobilidade de curta duração, na modalidade de capacitação, na Universidade de Beihang, na China.

Durante a missão, foram realizadas diversas atividades acadêmicas, científicas, tecnológicas e culturais, incluindo palestras com pesquisadores e especialistas chineses, atividades práticas em inteligência artificial, visitas a universidades e visitas técnicas a empresas de tecnologia.

Um dos destaques foi a atividade realizada no Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Beihang, onde os participantes foram organizados em equipes multidisciplinares para desenvolver projetos baseados em IA. Faviana participou do desenvolvimento do projeto “AI+ Intent-Following Vehicle”, voltado à integração de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) com sistemas de navegação autônoma.

A programação também incluiu visitas acadêmicas à Hangzhou Dianzi University e à Shaoxing University, além de visitas técnicas a empresas como Dahua Technology, Shining 3D e Whole Sense Radar, permitindo conhecer aplicações de inteligência artificial em áreas como visão computacional, escaneamento 3D, manufatura inteligente, veículos autônomos, drones e sistemas de satélite.

Para a pesquisadora, a oportunidade teve um significado especial não apenas pela experiência científica e tecnológica, mas também pela possibilidade de, como estudante estrangeira, representar a diversidade presente na pós-graduação brasileira. “Sou do Equador e estou realizando meu mestrado no Brasil. Gostaria de agradecer especialmente pela inclusão de estudantes estrangeiros nesse tipo de iniciativa. Para nós, que viemos de outros países para realizar nossa formação acadêmica no Brasil, ter a oportunidade de participar de programas internacionais como esse é muito importante. Além de contribuir para nossa formação, essas experiências fortalecem os vínculos entre diferentes países e mostram a importância da internacionalização da ciência”, destaca Faviana.

Faviana entende que a experiência também contribuiu para ampliar sua visão sobre as possibilidades de aplicação da inteligência artificial na ciência e poderá trazer novas perspectivas para suas investigações. “Minha pesquisa está relacionada à inteligência artificial aplicada ao diagnóstico de neoplasias cutâneas em cães e gatos. A experiência na China me permitiu conhecer outras aplicações da IA, novas tecnologias e diferentes formas de desenvolver projetos multidisciplinares. Esses conhecimentos certamente contribuirão para minha formação e para minhas pesquisas futuras”, afirma.

Ao falar sobre a importância da mobilidade acadêmica, Faviana também incentiva outros estudantes a aproveitarem as oportunidades oferecidas durante a pós-graduação. “Meu conselho para outros estudantes, especialmente para aqueles que vêm de outros países, é que não tenham medo de se candidatar. Muitas vezes pensamos que essas oportunidades são muito distantes, mas é importante tentar. A mobilidade acadêmica permite conhecer novas culturas, metodologias e ambientes científicos, além de criar conexões que podem acompanhar nossa trajetória acadêmica e profissional. Sou muito grata ao Brasil, à Unesp, à FMVZ e à CAPES pela oportunidade e pela inclusão de estudantes estrangeiros nessas iniciativas.”

Redacao 14 News

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