Nessa quarta-feira, dia 20 de maio de 2026, os estudantes da Unesp de Botucatu decidiram, em uma reunião geral, pausar as aulas e atividades por uma semana. A paralisação começou imediatamente e está prevista para durar até o dia 27 de maio de 2026. Durante esse período, especificamente no dia 25 de maio, haverá uma nova reunião para avaliar a situação e decidir se os estudantes vão entrar em greve por tempo indeterminado.
Para organizar as ações e definir a posição do campus em relação à greve que ocorre em todo o estado de São Paulo, foi criado um comitê com a participação obrigatória de pelo menos um representante de cada instituto.
As reivindicações do movimento estudantil concentram-se em melhorias políticas e estruturais. No âmbito político, os alunos pedem o fim da regra “70-15-15”na divisão dos votos da Congregação, um sistema atual onde os professores possuem 70% do peso das decisões, enquanto estudantes e funcionários têm apenas 15% cada um. Os estudantes consideram essa divisão injusta e manifestam apoio direto aos servidores da universidade nessa cobrança por maior democracia interna.
Na área de infraestrutura e apoio aos estudantes, o movimento exige uma visita técnica local da comissão responsável e a criação emergencial de uma cantina que funcione como um restaurante universitário provisório, seguindo o modelo do campus de Araçatuba, que oferece refeições a 2,15 R$ para todos os alunos. Essa medida deve vigorar até que o projeto do restaurante definitivo seja aprovado pela pró-reitoria competente.
Adicionalmente, a mobilização exige melhorias nas políticas de moradia estudantil, ações contra a precarização do campus, contratação de novos professores e funcionários, além da organização de atividades conjuntas com os estudantes do campus da Unesp de Bauru para fortalecer as demandas.





SERVIDORES – A reportagem também foi procurada por funcionários que devem também realizar inicialmente um dia de paralisação apoiando as pautas apresentadas e demais melhorias.
FMB – No dia 11 de maio a Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu emitiu uma nota defendendo o diálogo:






