Neste mês de julho, o Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) realizou a Escola de Inverno 2026, com o tema “Criação de estratégia com adolescentes para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis”. A atividade de extensão reuniu estudantes do ensino médio da rede pública de Botucatu em uma proposta voltada à construção coletiva de estratégias educativas para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Ao longo dos dois dias, os participantes foram convidados a refletir, discutir e desenvolver, de forma colaborativa, ações voltadas ao público jovem, assumindo um papel ativo em todas as etapas da atividade.
Segundo a coordenadora da Escola de Inverno, professora Juliane Andrade, docente do Departamento de Enfermagem da FMB/Unesp, esta edição trouxe um diferencial importante ao integrar extensão universitária e pesquisa em uma mesma proposta. “Esta edição teve uma característica diferente, pois, além da extensão, também envolveu pesquisa. Os adolescentes participaram ativamente do processo, conhecendo como a pesquisa é desenvolvida e construindo, junto com a equipe, estratégias de prevenção às ISTs. Saímos daqui com o objetivo alcançado”, destacou.
A docente reforçou que o principal diferencial da iniciativa esteve na participação ativa dos adolescentes durante toda a construção do projeto. “A riqueza desse projeto está justamente em envolver os adolescentes na construção das estratégias. Em vez de desenvolver ações para eles, nós as construímos com eles”, completou.
A programação contou com dinâmicas de acolhimento, jogos educativos, circuitos de estações temáticas e oficinas colaborativas, além de proporcionar aos estudantes uma vivência sobre o desenvolvimento de pesquisas científicas, incluindo etapas de coleta de dados, avaliação e grupos focais. Para Vinicius Eduardo de Oliveira, participante da Escola de Inverno, a metodologia adotada contribuiu para tornar o aprendizado mais significativo. “Eles nos fazem sentir protagonistas. A gente participa das decisões, conversa com a equipe e constrói as estratégias junto com os pesquisadores. Isso faz com que a gente se engaje mais, aprenda mais e tenha mais conhecimento sobre o tema”, avaliou.
A integrante da equipe organizadora, Raquel Silva Santos, ressaltou a importância da participação dos adolescentes na construção das estratégias de prevenção. “É uma ação muito importante porque envolve os adolescentes na construção de estratégias de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, um tema que vem ganhando cada vez mais importância no Brasil e no mundo”, pontuou.
Raquel também destacou que a proposta utilizou metodologias ativas para promover a integração entre diferentes níveis de formação. “Os adolescentes construíram, de forma conjunta com estudantes de graduação, pós-graduação e docentes, as estratégias de prevenção por meio de metodologias ativas de ensino”, concluiu.





