-O álcool em gel sumiu das prateleiras e onde existia o valor disparou

O 14News percorreu na tarde desta segunda-feira estabelecimentos que vendem álcool em gel ou máscaras que estão sendo compradas como proteção ao coronavírus.

Em um supermercado visitado a movimentação de pessoas era menor devido à preocupação com a doença. No estabelecimento não tinha mais álcool seja em gel ou líquido.

Em uma farmácia no centro o álcool em gel estava sendo manipulado em fraco pequeno sendo vendido a 12 reais.

A reportagem foi conversar com algumas autoridades da cidade. Depois de ser interpelado por vários moradores, o vereador de Botucatu Sargento Laudo disse ao 14news que as pessoas estão reclamando que pela falta dos produtos de proteção do coronavírus subiram de preço.

Segundo ele, os empresários podem ser mais sensíveis ao problema, e ainda salientou que essa deve ser uma atitude primeira das fábricas.

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Segundo Márcio Cesar Lopes da Silva, não ser alterado o valor com tanta diferença de um produto. “O preço não pode ser majorado sem justificativa plausível”, destacou o coordenador do Procon de Botucatu.

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RECLAMAÇÕES NO ESTADO DE SP

Até esta segunda-feira (16), a Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, registrou 1.902 atendimentos sobre problemas relacionados ao coronavírus (cancelamentos de viagens e eventos, além de denúncia de abusividade de preços e ausência de produtos), dos quais 1329 foram reclamações e 573 consultas.

As reclamações estão sendo encaminhadas às empresas, que deverão apresentar soluções viáveis e satisfatórias para cada caso, e as denúncias serão apuradas pela equipe de fiscalização para providências de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Das 1329 reclamações registradas, 678 foram contra agências de viagens e 546 contra companhias aéreas. Os consumidores também reclamaram de cruzeiros (43 casos), programas de fidelidade (43 queixas) e de problemas com ingressos e eventos (19 queixas).

O Procon-SP reitera que é importante que o consumidor siga as orientações dos órgãos competentes (Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde) para se proteger e evitar a propagação da COVID-19.

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Direitos

De acordo com o órgão estadual, o cliente não é obrigado a expor sua saúde a riscos viajando ou indo a eventos nos quais poderá contrair o coronavírus. As empresas devem negociar alternativas que não prejudiquem o consumidor, como adiar a viagem/evento para data futura, restituir valores já pagos ou oferecer outras possibilidades que não lesem o consumidor e com a qual ele esteja de acordo.

Caso o cidadão se sinta prejudicado em razão da postura adotada pela empresa, pode procurar o Procon-SP, que intermediará a negociação para tentar compor um acordo com a empresa.

Segundo o CDC, é caracterizada como prática abusiva elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. Assim, caso o cliente se depare com algum valor de produtos ou serviços relacionados ao coronavírus que considere abusivo, poderá registrar reclamação junto ao órgão.

A Diretoria de Fiscalização do Procon-SP solicitará esclarecimento junto ao fornecedor, que poderá responder a processo administrativo e até ser multado caso a infração seja constatada.

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Aplicativo e site

O Procon-SP disponibiliza canais de atendimentos a distância para intermediar conflitos e orientar os consumidores. O aplicativo pode ser baixado nas plataformas Android ou iOS (Play Store ou App Store).

Já no site, o internauta deve acessar o endereço www.procon.sp.gov.br e clicar no botão “Faça sua reclamação” para acessar a área de login e se cadastrar. O consumidor receberá um e-mail de confirmação de cadastro e, acessando novamente, poderá fazer sua reclamação no botão específico para o coronavírus. O telefone 151 é para orientações.

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