Depois de uma reportagem do Agência14News sobre uma mulher que foi autuada em flagrante após de reclamar da demora no atendimento no PS Municipal e quebrar o computador da unidade de saúde, o gestor do serviço respondeu aos questionamentos sobre o caso.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) informou que “o Pronto-Socorro Adulto vem atendendo demanda crescente com média de 300 atendimentos por dia. No entanto, o número de médicos e enfermeiros em atividade se mantém dentro do esperado. O atendimento no PS, como é natural, prioriza os pacientes com maiores agravos à saúde e potencial risco de vida, obedecendo, para isso, os critérios de classificação de risco. Em uma escala de prioridade, são atendidos os pacientes mais graves e/ou com risco iminente de perder a vida”.

Em análise realizada mensalmente pelo Pronto-Socorro Adulto, diz o HC, “é possível verificar que 80% dos atendimentos estão entre “verdes e azuis”, ou seja, os pacientes classificados como não urgentes aguardam por um tempo maior, dependendo da demanda de reais urgências. Nota-se que a maioria desses casos poderia ser resolvida por meio de consultas em unidades básicas de saúde”.

Quanto ao acontecido no último sábado (19), o HC informa que esse “fato que está sob investigação policial”. “O HCFMB lamenta o ocorrido, lembra que tais fatos somente prejudicam ainda mais o atendimento em uma unidade que está sempre sobrelotada, acarreta dano ao patrimônio público e exige, para o reestabelecimento pleno da unidade, o remanejamento de recursos, que acabarão fazendo falta em outro setor. Desta maneira, salienta que repudia atos de destruição de patrimônio público, principalmente aqueles que envolvam violência”, diz a nota enviada ao site Agência14News.

O HC também enviou um quadro (abaixo) mostrando como funciona a escala de prioridade dos pacientes.