Uma noite com a Câmara Municipal lotada e muita gente do lado de fora pelo local não suportar mais público foi essa cena na sede do poder legislativo de Botucatu.

O tema a ser analisado nesta segunda-feira (23), foi a prova de rodeio que entrasse na lei de proteção aos animais, mas a expectativa era de adiamento do projeto para maior debate e esclarecimento do assunto.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram em peso ao local para evitar qualquer problema.

Cerca de 100 pessoas que estavam do lado de fora gritavam palavras de ordem em defesa ou contra os rodeios. Também entoavam os nomes de alguns vereadores enquanto entravam na Casa.

O tema além de levar muita gente à Câmara Municipal, ainda reuniu muita gente no Facebook da Câmara Municipal que chegou a mais de 900 conectados assistindo à sessão.

O clima tem sido quente nos debates com até xingamentos, ameaças e ofensas, principalmente em rede social.

O projeto de Lei enviado à Câmara foi encaminhado pela prefeitura com a proibição de rodeios, porém com aval de professores da Unesp, os profissionais da área estão insistindo que não há maus-tratos dos animais, e por isso o rodeio deveria voltar a ser realizado na cidade.

Por outro lado, defensores da causa animal entendem que rodeio é retrocesso e que animais não devem ser usados em espetáculos como esse.

A maior restrição tem sido a prova do laço onde bezerros são capturados e esses professores-pesquisadores defendem que existem lesões importantes nos animais.

 O vereador Cula disse que foi atacado por pessoas que defendem os animais. Ele levou o sedém que é usado para os animais pularem no rodeio. “Este é o sedém, se alguém provar que machuca os animais me prove”.

Izaías Colino, preisdente da Câmara, afirmou que preocupa o que está acontecendo na rede social com ofensas.”Essas ofensas não engrandecem os debates das ideias. Aconteceram exageros de todos os lados”, comentou.

Entre outras coisas, o vereador Sargento Laudo disse que muitas informações não são verídicas quando se diz que é proibido andar à cavalo na cidade. 

Paulo Renato diz que é a favor do rodeio e que não pode negar o direito de ouvir os que defendem as pessoas ligadas aos criadores. Salientou que a Câmara e a Prefeitura erraram em ouvir os dois lados antes. Ele ainda comentou que chegou até a existir ameaça de morte. 

Abelardo diz que espera o mesmo manifesto do rodeio para defender os professores que ganham mal. Disse que acha absurdo pedir vista ao projeto, adiando a votação. Afirmou que a Câmara não irá votar mais uma vez o que considera “palhaçada”. Ele chegou a discutir com o público dizendo que não defende só causa pessoal, foi vaiado e respondeu.

O vereador Paulo Renato pediu vistas e Abelardo foi o único contra ao adiamento. O projeto volta ser analisado na quarta-feira, 2 de maio, às 20h. 

 

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(do Agência14News)