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Cevap informa sobre avanço de pesquisa de soro para picada de abelhas africanizadas

Diante do trágico acidente ocorrido ontem (23), em Botucatu-SP, envolvendo o ataque de abelhas africanizadas a uma família, o Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap/Unesp), vem a público expressar seu profundo pesar. Diante disso, faz-se necessário prestar esclarecimentos fundamentais sobre o desenvolvimento do Soro Antiapílico

(https://youtu.be/EVQL0zUoy3g).

1. O que é o Soro Antiapílico?


Trata-se do único antídoto específico no mundo desenvolvido para tratar o envenenamento causado por múltiplas picadas de abelhas africanizadas. Diferente de tratamentos paliativos, o soro atua diretamente na neutralização das toxinas do veneno, visando prevenir falência renal e outras complicações fatais.

2. Estágio Atual do Desenvolvimento


Após mais de 20 anos de pesquisas rigorosas, o Soro acaba de ingressar na Fase 3 do Estudo Clínico. Com o apoio do Ministério da Saúde, esta é a etapa final e decisiva da pesquisa em seres humanos, necessária para comprovar a eficácia e segurança do produto em larga escala.
Status: Testes iniciarão em 2026 em centros hospitalares selecionados.
Próximo Passo: Conclusão dos dados para submissão do registro definitivo junto à ANVISA.

3. Quando chegará à população?


A distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todos os brasileiros ocorrerá imediatamente após a obtenção do registro sanitário e produção pelo Instituto Vital Brazil. A previsão é que, com o sucesso desta fase final, o Soro esteja disponível em pontos estratégicos do país em breve, tornando o Brasil pioneiro mundial neste tratamento.

Soro Antiapílico

4. Esclarecimento Importante


Embora o Soro represente um avanço científico histórico, ele ainda não está disponível para uso rotineiro em prontos-socorros, por ser um medicamento em fase experimental regulada. O esforço contínuo das instituições parceiras (Cevap, Vital Brazil e Butantan) é para acelerar esse processo dentro de todas as normas de segurança para que tragédias como a de Botucatu possam ser evitadas no futuro.

RUI SEABRA FERREIRA JUNIOR
Diretor do Cevap/Unesp

Redacao 14 News

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