A rotina de embarque e desembarque nas portas de diversas escolas da cidade tem se tornado um desafio diário para motoristas de transporte escolar. Profissionais da categoria denunciam que a ocupação indevida de vagas exclusivas por veículos particulares, somada à falta de fiscalização dos órgãos competentes, tem colocado a segurança das crianças em risco.
O problema afeta diretamente vans que transportam diariamente de 16 a 20 alunos por veículo. Sem espaço reservado para estacionar adequadamente nos pontos destinados por lei, os motoristas são forçados a realizar a parada no meio da via pública, ligando o pisca-alerta e realizando o desembarque com tráfego intenso ao redor.
Risco constante de acidentes
Segundo relato de Joyce Bicudo, motorista de van escolar que atua no Setor Leste da cidade, a situação é alarmante.
“Nós temos que descer uma grande quantidade de crianças a cada parada e estamos tendo muita dificuldade para estacionar nas vagas que já são destinadas ao transporte escolar. A gente tem que parar a van na rua, ligar o pisca-alerta, e isso é perigoso, porque enquanto estamos descendo as crianças, pode vir uma moto ou outro veículo. Muitas vezes os carros estão ocupando a vaga, as pessoas veem a nossa dificuldade e não ajudam”, desabafa Joyce.
A categoria ressalta que tenta atuar estritamente dentro da legislação, mantendo os veículos e os condutores regularizados, mas sente falta de respaldo por parte do poder público.
Pontos críticos identificados
Embora o problema afete diversos pontos do município, a situação se mostra mais grave nas proximidades de quatro instituições de ensino do Setor Leste que registram grande fluxo de alunos e veículos:
- Escola Paulo Guimarães
- Escola Martinho Nogueira
- Escola João Maria
- Escola Mozart Morais
Nesses locais, a ausência de agentes de trânsito ou de fiscalização ostensiva faz com que motoristas de passeios ignorem a sinalização, utilizando os espaços reservados às vans escolares como estacionamento temporário ou de longa permanência.
Apelo por conscientização e apoio do Poder Público
Os profissionais relatam que já tentaram contato com a administração municipal, Guarda Civil e órgãos de trânsito (Semutran), mas afirmam que até o momento não obtiveram retorno efetivo nem o agendamento de reuniões para tratar das demandas da categoria.
Diante do impasse, os transportadores fazem um apelo direto à população para que respeite as sinalizações de trânsito e as vagas reservadas, especialmente nos horários de entrada e saída das aulas.
“Fazemos esse apelo pela conscientização, pela segurança das nossas crianças. A porta da escola tem um fluxo muito grande. Precisamos que os motoristas não estacionem nas vagas de transporte escolar nesses horários de pico” reforça a motorista.
O outro lado
A reportagem vai encaminhar o caso para a Prefeitura Municipal, da Secretaria de Trânsito (Semutran) e da Guarda Municipal para esclarecer se há previsão de reforço na fiscalização ou agendamento de reuniões com os representantes do transporte escolar.










