O Projeto Supera de acompanhamento realizado em Botucatu com egressos do sistema prisional apresentou resultados tanto pelo impacto social quanto pela economia gerada aos cofres públicos. Em 2025, das 83 pessoas acompanhadas, 68 não voltaram a cometer crimes — uma taxa de sucesso de 98,5%.
Mas como traduzir esse número em economia real? A conta é simples:
Para o Estado: Manter uma pessoa presa custa, em média, R$ 26.220 por ano. Se 68 pessoas deixaram de ser presas porque não reincidiram, o Estado economizou:
68 × R$ 26.220 = R$ 1,78 milhão
Para o município: Cada vez que uma pessoa comete um crime, a Guarda Civil Municipal precisa agir: viaturas nas ruas, combustível, horas de trabalho dos agentes, boletins de ocorrência. Estimamos um custo médio de R$ 10 mil por ano com cada pessoa que deixou de reincidir. Para Botucatu, a economia foi de:
68 × R$ 10.000 = R$ 680 mil
Somando as duas contas:
R$ 1,78 milhão + R$ 680 mil = R$ 2,46 milhões economizados em apenas um ano.
Outro dado que impressiona: a Guarda Civil de Botucatu realizou 688 prisões em 2025. As 68 reincidências evitadas pelo projeto representam 10% de todas as prisões do ano. Ou seja, o projeto aliviou em 10% a demanda sobre a segurança municipal.
Números que mostram, na prática, que investir em acompanhamento social não é apenas um ato de cidadania — é também um excelente negócio para os cofres públicos.

.





