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Vozes do Advocacy lança campanha sobre a Doença Ocular da Tireoide

A Vozes do Advocacy, federação que reúne 28 organizações de diabetes, lança a campanha “Vamos falar de DOT” para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, além do preconceito que as pessoas com a condição enfrentam, e alertar sobre o impacto à saúde causado pelas dificuldades de acesso ao tratamento adequado.

O que é a Doença Ocular da Tireoide (DOT)? 

Conhecida também como oftalmopatia ou orbitopatia de Graves, a Doença Ocular da Tireoide é autoimune, inflamatória e pode causar repercussões de longo prazo, como desfiguramento facial, estrabismo e neuropatia óptica, que pode levar à perda da visão.

Para detalhamento dos sintomas, as pessoas costumam ter retração palpebral, dificuldades ao fechar os olhos, vermelhidão, inchaço, olhos projetados para fora, olho seco, sensação de areia nos olhos, fotofobia, lacrimejamento excessivo, visão embaçada. Quando a condição não se manifesta nos olhos, ela apresenta os sintomas de hipertiroidismo.

Além disso, ela também tem efeitos psicológicos que interferem no dia a dia de uma pessoa com a condição. 52 % apresentam perda de autoconfiança1, 63% dos indivíduos demonstram impacto psicossocial pela mudança na aparência2, e 45% sintomas de estresse e ansiedade 3. A DOT pode reduzir a capacidade de realizar atividades diárias, incluindo: o trabalho, pacientes apresentam risco 7 vezes maior de necessitar de licença médica no primeiro ano após o diagnóstico, além de menor chance de retornar à carreira e risco 4 vezes maior de aposentadoria por invalidez. 

Mundialmente, a DOT tem incidência de 16 casos a cada 100 mil mulheres e 2,9 casos a cada 100 mil homens4.  No país, o número de pessoas afetadas ainda é desconhecido4.

Campanha objetiva informar sociedade e dialogar sobre o acesso ao tratamento 

A campanha tem como objetivo levar informações sobre a gravidade da condição para a população, ajudar a reduzir o estigma sofrido pelos pacientes e discutir o diagnóstico tardio, e as dificuldades de acesso ao tratamento adequado, que pode levar mais de três anos.

“O tratamento envolve descompressão de órbita, correção do estrabismo, e/ou correção de retração palpebral, radioterapia e esteroides, além do controle dos sintomas do hipertiroidismo”, ressalta Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.

O minidocumentário, que será veiculado nas redes sociais das organizações e no site da campanha www.vamosfalardedot.com.br , traz o depoimento do Dr. Cléo Otaviano Mesa Junior, endocrinologista. Há também relatos de pessoas com a condição como Dr. Paulo José Campelo, Patrícia Gasques e Ana Maria Ramos.

Preconceito, discriminação e dificuldade no diagnóstico: os emocionantes relatos de pacientes e seus cuidadores 

“Com a campanha, queremos chamar a atenção também para a difícil jornada das pessoas que vivem com doenças raras no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essas condições afetam 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. Em média, uma pessoa com doença rara demora cerca de oito anos para conseguir o diagnóstico correto. Isso ocorre não apenas pela falta de profissionais capacitados a identificar essas condições, sobretudo na atenção básica, mas também pela existência de poucos serviços especializados. Nos mais de cinco mil municípios do país existem somente 240 centros especializados”, finaliza Vanessa Pirolo.

A campanha foi realizada pela produtora e agência Fator Digital, com apoio da Amgen.

Para saber mais sobre a doença e assistir ao minidocumentário, acesse www.vamosfalardedot.com.br.

Sobre o Vozes do Advocacy

Com a participação de 25 associações e de 3 institutos de diabetes, o Vozes do Advocacy é uma Federação de Organizações que promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a população brasileira sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as condições, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado delas.

Referências bibliográficas

1 Ponto KA, et al. DtsArzteblInt. 2009;106(17):283-289.

2  Park JJ, et al. Br J Ophthalmol. 2004;88(1):75-78.

3   KahalyGJ. Clin Endocrinol(Oxf). 2005;63(4):395-4

4 McAlinden C. Eye Vis (Lond). 2014 Dec 10;1:9.

Redacao 14 News

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