É bastante comum ouvir relatos de crianças pequenas que não pararam quietas na escola, que mexem nas coisas dos colegas ou demoram para concluir as atividades. No entanto, rotular esses comportamentos como Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) antes dos 6 anos de idade é um equívoco perigoso.
A explicação é simples: até essa faixa etária, o cérebro infantil ainda está em pleno processo de maturação. A dificuldade para controlar os impulsos e a necessidade constante de se movimentar e brincar são esperadas para o desenvolvimento nessa fase da vida. Por isso, intervenções médicas ou diagnósticos precoces não são recomendados.
Como ajudar na regulação infantil
Em vez de buscar um diagnóstico prematuro, algumas práticas simples no cotidiano da família e da escola podem ajudar no fortalecimento do autocontrole e na autorregulação da criança:
- Reduzir o tempo de tela: Estímulos visuais excessivos e de rápida mudança deixam a criança mais agitada e “elétrica”.
- Estabelecer uma rotina estruturada: Organizar horários fixos para acordar, tomar banho, comer e dormir traz previsibilidade e estabilidade.
- Estimular brincadeiras de autocontrole: Jogos como “estátua”, “dança das cadeiras” e “passa anel” exigem que a criança iniba o impulso e aprenda a esperar o momento certo de agir.
Comenta aqui: já disseram ou tentaram diagnosticar seu filho como hiperativo antes da hora?
Dica da Dra. Ana Paula Ferraudo, médica pediatra especialista em saúde mental infantil, em participação semanal no 14News.
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