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Tribunal do Júri julgou dois irmãos por homicídio

Nesta quinta-feira (06/08/2026), aconteceu mais uma reunião do Tribunal do Júri da Comarca de Botucatu, sob a presidência da Dra. Cristina Escher, Juíza de Direito da 2ª. Vara Criminal.

A sessão de julgamento foi realizada no fórum local, a partir das 9h00. 

Na oportunidade, foram submetidos a julgamento os irmãos E. M. L e J. M. L., acusados de cometerem o crime de homicídio duplamente qualificado contra F. H. de O., no dia 15 de junho de 2025, na rua Antonio Sabino Santa Rosa, na Vila Santana, em Botucatu.

Segundo a denúncia, nessa data, os acusados teriam desferido golpes de faca contra a vítima em razão de acerto decorrente da venda de drogas.

Ainda segundo a denúncia, o homicídio teria sido praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido.

Ambos os acusados foram presos na data dos fatos.

Atuou em plenário, o representante do Ministério Público, Dr. Marcos José de Freitas Corvino. Na defesa dos acusados atuaram os advogados criminalistas Dra. Rita de Cássia Barbuio, Dr. José Roberto Pereira e Dra. Natália de Paula Medeiros e Dr. Ricardo Braga Andalaft.

Os advogados defenderam as teses da absolvição de um dos réus e do não reconhecimento das qualificadoras em relação ao outro; teses que foram também esposadas pelo órgão ministerial.

Os jurados, como pleiteado pelas defesas e pelo Ministério Público, absolveram J. M. L., com a expedição de competente Alvará de Soltura.

Em relação a E. M. L., o Conselho de Sentença retirou as duas qualificadoras constantes da denúncia e a Dra. Cristina Escher, Juíza de Direito, o condenou por homicídio simples, a pena de 06 anos de reclusão.

Ao final do julgamento, a advogada Dra. Rita de Cássia Barbuio disse que foi feito justiça, “pelo fato de estarmos diante de pessoas envolvidas por drogas, situação muito triste que envolve a nossa sociedade; porém, deverá ser tratada como uma questão de saúde e não simplesmente penal”.

Durante o julgamento, em que tratava de crime decorrente do tráfico de drogas, o advogado José Roberto Pereira leu a carta que Freddie Mercury, o lendário vocalista da Banda Queen, um dos maiores cantores de todos os tempos, escreveu. Na carta, escrita pouco antes de falecer em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos de idade, Freddie Mercury diz que conheceu a cocaína aos 16 anos, seus pais não aceitaram, chegou a quebrar tudo em sua casa e, ao final diz: “Devo tudo a ela, Meu Amor, Minha Vida, Minha Destruição e Minha MORTE”.

Redacao 14 News

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