Ademir de Oliveira Campos que é motorista da van de onde uma criança caiu e foi atropelada na quinta-feira (2) deu sua versão sobre o acidente durante entrevista na tarde desta sexta-feira (03) ao site Agência14News.

“A porta tem travamento e não abre por dentro. Ela (criança) colocou o bracinho para fora e puxou a trava, que é molinha. A porta é pesada e (inicialmente) não correu. Mas durante o movimento correu. Não só a criança, mas também a porta (correu) – para trás. E a menina caiu”, disse o dono da van que trabalha com transporte de alunos há 5 anos depois também de ter dirigido ônibus na cidade por 15 anos.

Ela disse que nunca passou por isso. Atualmente trabalha com a esposa nas linhas de vans escolares. “Na hora pensei na menininha. Eu peguei ela, tadinha, não sabia a situação, mesmo sabendo que não pode pegar. Vi ela no chão e não aguentei e coloquei no banco. Eu e a senhora que é mãe da menina, que eu tinha deixado antes. Colocamos no banco e chamamos o SAMU. Eu corri até a casa da mãe da criança. Peguei o pai da criança e levei no local. O SAMU levou a menina para a Unesp e levei o pai da menina depois direto para a Unesp”, relata.

O motorista diz ainda que o carro estava em movimento “muito pouco”, pois tinha andado “nem até a quarta casa” de onde saiu e do local onde ocorreu o acidente.

Ele acredita que a roda não passou sobre a menina. “Pense como eu: se a roda de uma van passar em cima de uma criança de 5 anos eu acho que não sobrevivia não. E ela quebrou a bacia, fez cirrurgia e graças a Deus saiu da UTI hoje e foi para o quarto. Está sentindo um pouco de dor mas acho que por causa da cirurgia. Fizemos BO e levei a van para fazer perícia”, disse.

Ademir negou que uma criança que desceu que fechou a porta. 

A Prefeitura informou que a van está legalizada com as normas e licenças.

O delegado Marcos Sagin de Campos da 1ª Central da Polícia Civil disse que foi relatado no BO que a criança estava sendo transportada de volta para a casa na van, ela que era a última da viagem, e a porta lateral da van abriu acidentalmente, quando a menina caiu e a roda passou por cima dela.

Na delegacia esteve o condutor e a mãe da criança quando também foi solicitada perícia no veículo. Para que o motorista responda pelo acidente deverá haver até 6 meses a representação da mãe da criança. O resultado da perícia sai em 15 dias.

O caso está sendo tratado inicialmente como lesão corporal culposa (sem intenção), analisando ainda se houve negligência ou imperícia do motorista.

(Do Agência14News).

 

ASSOCIAÇÃO DE TRANSPORTADORES

Carlos Eduardo Vernini que é da Associação dos Transportadores Escolares (Ateb) diz que atualmente ainda existem alguns casos de falta de cuidado de motoristas e que isso tem sido combatido através de cursos com os condutores como em treinamentos feitos em parceria com o SESC Senac. “Não podemos tampar o sol com a peneira, problemas existem”, disse.

Ele afirmou ainda que o motorista envolvido no episódio da criança de 5 anos não é associado de sua entidade, mas está preocupado que novos casos possam ocorrer na cidade.

No caso de transportadores, Vernini destaca que os veículos com mais de 20 crianças precisam ter ajudantes olhando as crianças o que não é o caso da van mencionada no incidente que não é obrigada a ter esse segundo profissional.

– Veja matéria anterior.