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Morre João Mellão Neto, jornalista e ex-deputado federal de família de São Manuel 

Morreu nesta sexta-feira (24) o jornalista, ex-deputado federal, João Mellão Netto (74), que é de família da cidade de São Manuel (SP).

O filho, Ricardo Mellão, que é deputado estadual em SP comentou a morte:

“Descanse em paz, Papai. Sabíamos o quanto estava sofrendo por todo o fardo que carregava pelas limitações de saúde que a vida lhe impôs. Mas mesmo assim, batalhava insistentemente e nunca nos deixou transparecer o seu sofrimento. Seu coração, sempre justo, parou essa noite, fazendo com que sua alma enfim ganhasse o merecido descanso. Não consigo imaginar o que será da minha vida sem nossas antigas conversas de sábado de manhã, sem as lições de vida que me transmitiu e a grande identificação e companheirismo que sempre tivemos. Como queria voltar a ser aquele menino curioso, de 8 anos de idade, que descia todas as manhãs de sábado em seu escritório de casa para te perguntar sobre absolutamente tudo. Queria entender o mundo e tinha em você meu grande mestre e professor. Lembro-me que fazia questão de parar seus estudos matinais para atender meus anseios intelectuais porque, como um dia me confidenciou, via naquela criança a oportunidade de se reencontrar na sua própria infância, dando-me aquilo que sempre desejou. Nossa semelhança, até física, impressionava a todos, o que inclusive me rendeu o apelido de “Copinha”. Como queria voltar a ser aquele adolescente de 15 anos, que explorava suas histórias e vivência para beber um pouco da sua sabedoria e de todo o conteúdo de vida e de estudos que tinha acumulado. E assim, me sentir mais preparado para a vida que viria. Sempre um ponto de vista interessante, um pensamento fora da caixa, que me fez percorrer grandes atalhos mentais na vida. Ou então voltar a ser ao menos aquele jovem de 23 anos de idade, que via em você um grande mestre para debater ideias e exprimir conceito, justamente porque sabia do privilégio que Deus tinha me concedido de poder acessar uma inteligência magnífica como a sua para tanto. Lembro-me, já mais velho, algumas poucas vezes que ousei lhe transmitir alguma “lição” e assim me atrevia porque dizia: “não reclame, estou apenas te retransmitindo aquilo que você mesmo um dia me ensinou!” Sei que, apesar de nunca ter me forçado ou induzido a isso, o quanto se orgulhava do fato de eu ter seguido sua carreira.

Toda vez que apontava o quão distante estava de igualar seus feitos, me dizia: “Trate de se esforçar! Não te criei para ser igual a mim, e sim muito melhor!” Missão impossível paizinho… sempre gentil nas palavras e no elogios quando, nas últimas vezes que nos encontramos, se referia ao meu trabalho. O destino quis que eu começasse minha carreira justamente na última função que você exerceu. E só Deus sabe o quanto do esforço que realizo nas minhas batalhas diárias pautadas por princípios e valores e na defesa da sua visão liberal na política, talvez seja apenas uma necessidade enorme que sempre carreguei desde pequeno de te encher de orgulho. Jornada que iniciou com as redações de escola que me esmerava para tirar notas altas. Terminou com o ingresso na vida pública pela “estrada estreita”, termo que tirou de uma passagem bíblica que gostava de mencionar. Espero que, apesar de só ter visto o início da minha carreira, eu tenha cumprido um pouco dessa missão. Saiba sempre, onde quer que você esteja nesse momento, que a eternidade também existe aqui na terra, Papai. Ela é fruto do exemplo, dos ensinamentos e dos valores que transmitimos aos nossos filhos, que um dia também os transmitirão aos seus. Tenha em mim a certeza de que, enquanto viver, você será eterno. Esse é o ideal que sempre persegui. Sei da dificuldade disso, mas como você mesmo um dia escreveu num dos seus brilhantes artigos que escrevia toda semana como jornalista para o Estadão: “nossos ideais são como as estrelas, podemos nunca alcançá-las, mas é perseguindo o seu brilho que encontraremos o nosso destino.” Te amo para sempre, papai! ❤
Ps: esse vídeo, do último discurso que você fez no meu jantar de lançamento de campanha de 2018, era uma homenagem que pretendia fazer você no dia dos pais desse ano. Sei o quanto se esforçou para vencer suas limitações em público para me dar esse presente. Passa agora a ser a maior herança que você me deixou

Toda vez que apontava o quão distante estava de igualar seus feitos, me dizia: “Trate de se esforçar! Não te criei para ser igual a mim, e sim muito melhor!” Missão impossível paizinho… sempre gentil nas palavras e no elogios quando, nas últimas vezes que nos encontramos, se referia ao meu trabalho. O destino quis que eu começasse minha carreira justamente na última função que você exerceu. E só Deus sabe o quanto do esforço que realizo nas minhas batalhas diárias pautadas por princípios e valores e na defesa da sua visão liberal na política, talvez seja apenas uma necessidade enorme que sempre carreguei desde pequeno de te encher de orgulho. Jornada que iniciou com as redações de escola que me esmerava para tirar notas altas. Terminou com o ingresso na vida pública pela “estrada estreita”, termo que tirou de uma passagem bíblica que gostava de mencionar. Espero que, apesar de só ter visto o início da minha carreira, eu tenha cumprido um pouco dessa missão. Saiba sempre, onde quer que você esteja nesse momento, que a eternidade também existe aqui na terra, Papai. Ela é fruto do exemplo, dos ensinamentos e dos valores que transmitimos aos nossos filhos, que um dia também os transmitirão aos seus. Tenha em mim a certeza de que, enquanto viver, você será eterno. Esse é o ideal que sempre persegui. Sei da dificuldade disso, mas como você mesmo um dia escreveu num dos seus brilhantes artigos que escrevia toda semana como jornalista para o Estadão: “nossos ideais são como as estrelas, podemos nunca alcançá-las, mas é perseguindo o seu brilho que encontraremos o nosso destino.” Te amo para sempre, papai! ❤
Ps: esse vídeo, do último discurso que você fez no meu jantar de lançamento de campanha de 2018, era uma homenagem que pretendia fazer você no dia dos pais desse ano. Sei o quanto se esforçou para vencer suas limitações em público para me dar esse presente. Passa agora a ser a maior herança que você me deixou.

HISTÓRIA:

João Mellão Neto (São Paulo, 6 de novembro de 1955) é um empresário, jornalista e político brasileiro.

Membro de uma tradicional família do interior paulista, escreve, há muitos anos, uma coluna quinzenal no jornal O Estado de S. Paulo,[1] veiculada atualmente às sextas-feiras. Começa a sua carreira política fazendo campanha para Fernando Henrique Cardoso, um dos candidatos do MDB ao Senado por São Paulo nas eleições de 1978. A seguir, ingressa na Juventude Janista, movimento de apoio ao ex-presidente Jânio Quadros organizado após a sanção da Lei de Anistia. Iniciou-se no jornalismo trabalhando com Fernando Vieira de Mello na rádio Jovem Pan, isto após escrever um livro sobre Jânio, Três Estórias para uma História. Depois foi trabalhar como comentarista político na Rede Record, no programa Record em Notícias (1973-1996), popularmente conhecido como “Jornal da Tosse”, e no Banco Mercantil de São Paulo, sendo assessor especial de Gastão Vidigal, até ser convidado pelo próprio Jânio Quadros, que havia sido eleito prefeito de São Paulo, para ser o seu secretário de Coordenação Governamental. Lá, graças a uma reforma administrativa bem-sucedida, passou a obter maior visibilidade, o que impulsionou uma candidatura sua à prefeitura nas eleições de 1988 pelo recém-fundado PL, ficando em quinto lugar com 277.281 votos, 1,2 milhão a menos que Luiza Erundina, vencedora do pleito. Publicou outros livros como: Nu Com a Mão no Bolso [2], Por Que Sou um Liberal [3] e Loreley e a Condição Humana [4].

Em 1990, foi eleito deputado federal pelo mesmo PL e dois anos depois é nomeado ministro do Trabalho e da Administração pelo então presidente Fernando Collor de Mello, numa época que já compreendia o início do processo de impeachment do mesmo. No cargo, dá início ao programa de capacitação e reformulação dos quadros do funcionalismo público federal. Em 1993 é escolhido pelo prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, para ocupar a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, posto no qual fica por cerca de um ano, sendo um dos idealizadores do Projeto Cingapura. Nas eleições de 1994 foi reeleito para o cargo de deputado federal. No ano seguinte troca o PL pelo PFL. No pleito de 1998 não conseguiu continuar como congressista. Em 2002 passa a trabalhar na administração do governador Geraldo Alckmin como secretário de Comunicação, comandando a pasta por pouco mais de um ano. No mesmo período lança o livro O Que Enriquece e o Que Empobrece uma Nação. Em 2006 foi eleito deputado estadual pelo PFL (atual Democratas), não conseguindo, entretanto, se reeleger em 2010. Tanto em seus artigos quanto em sua vida pública, revela posturas voltadas para o conservadorismo político e o liberalismo econômico, do qual é um ardoroso defensor, além de ter empenhado ferrenha oposição ao governo Lula (2003-2010). (Segundo o Google).


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