Um júri realizado durante 12 horas, nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, terminou com a condenação de um morador de Botucatu acusado de matar o pai, em novembro de 2023, no distrito de Vitoriana, em Botucatu.
Segundo a polícia, o corpo da vítima foi encontrado carbonizado na área rural.
Uma testemunha que passou pelo lugar acionou a polícia.
Inicialmente a polícia não sabia sobre a identificação da pessoa que foi encontrada sem vida nesse local.
Ele havia sido enterrado como indigente, mas depois, após investigação e exame de DNA, o morador de 55 anos foi identificado. A partir daí, a equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu apurou a causa da morte. Pelo laudo pericial foi constatado que a vítima foi agredida com golpes de madeira que tinha pregos na ponta. Em seguida, o corpo foi carbonizado. A polícia relatou ainda que o homem foi queimado vivo e em seguida morreu.
Durante as investigações, a polícia descobriu que o um rapaz foi quem matou o pai. Em agosto de 2024, os policiais fizeram buscas em Vitoriana e prenderam o filho, acusado do crime.
O que teria gerado a briga é que o filho descobriu que a mãe e a irmã tinham sido vítimas de estupro por parte do pai, quando o convidou para sair de carro. Houve discussão e a briga.
O resultado do juri foi de 12 anos de reclusão. Homicídio com 2 qualificadoras (torpe e recurso que dificultou a defesa do ofendido), além do crime de destruição de cadáver.
O Conselho de Sentença votou pela qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima e analisou que o crime ocorreu sob violenta emoção. Houve o agravante da destruição do corpo.
O júri teve na presidência a juíza Cristina Escher, na acusação o promotor Silvio Fernando de Brito e na defesa os advogados José Roberto Pereira, Rita de Cássia Barbuio e Natália de Paula Medeiros.





