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Polícia

Concentração em torno de depósito de bebida 24 horas no centro motiva operação policial 

Muita gente no mesmo quarteirão, algumas com passagem policial e outras trabalhadoras, e até gente fazendo as necessidades fisiológicas em frente aos estabelecimentos comerciais vizinhos. Essa é uma realidade que fez com que a polícia e o poder público montassem algumas operações em frente ao depósito de bebidas 24 horas que serve cerveja gelada no balcão na Avenida Santana, perto da Escola Estadual Cardoso de Almeida (EECA).

Hoje, o bar intitulado “Fecha Nunca”, é o local onde muitos jovens se dirigem, pois param seus carros e ficam bebendo. Por conta da grande concentração de pessoas e algumas delas que urinam por ali, brigam ou fazem muito barulho, o assunto virou tema de preocupação.

De acordo com o tenente Aislan da Polícia Militar, somente em uma das operações houve a captura de um procurado pela justiça e 15 autuações de trânsito por conta de casos como de perturbação de sossego.

“Os comerciantes vizinhos foram na Prefeitura reclamar, pois as pessoas urinavam ali na porta da (lanchonete) do Açaí, Pet Shop e de um restaurante. O pessoal ficava espalhado na praça ou bar do Bigode, mas saíram todos dali onde ficou proibido estacionar e começou a ficar no Fecha Nunca. Foi realizada uma reunião com o prefeito e a Guarda e ele (o prefeito) pediu ajuda da polícia para fiscalizar”, conta o tenente.

Nos dias de maior procura pelo bar-depósito a polícia tem feito as operações. “No começo do mês quando há maior movimento estamos fazendo operação bloqueio no local. Por dia são aplicadas 20 multas como falta de cinto, carro sem licenciamento e carros que acabam aprendidos por conta de irregularidades. A média é de quatro casos por final de semana”, conta o militar.

O comerciante dono do estabelecimento e também advogado Demian Guimarães diz que é favorável à atuação policial porque muitas vezes a grande concentração de pessoas faz a situação sair do controle. “A população que fica aqui na frente não vai evaporar porque em algum lugar ela vai ficar, pois são pessoas trabalhadoras, votam, são cidadãos e estão nas ruas. Agora quem tem que cuidar da bagunça – se está incomodando alguém- é realmente a polícia. Eles (policiais) estão fazendo o papel deles. Eu não posso sair na rua e mandar a pessoa sair de lá; eu não sou dono da rua. Quem cuida da segurança nas ruas é a polícia e a guarda municipal. Existiu uma reunião junto com o prefeito que escuta as pessoas; ele me chamou lá e esse pedido da polícia estar aqui foi meu, pois é muita aglomeração de pessoas. Eu não queria boteco, só que as pessoas ficam aqui. São as mesmas pessoas que estavam em outros bares. Se fechar o meu estabelecimento as pessoas não vão evaporar e vão para outro lugar”, comenta.

Ele explica o problema gerado aos vizinhos. “Eu não tenho vizinho morador, é estabelecimento comercial. É um defeito da população fazer xixi ou defecar na rua; isso existe no Rio de Janeiro, em outros lugares, é só ver no noticiário, e é um defeito das pessoas. Mas cada comerciante tem que fechar (cercar a frente). A casa de ração fechou (cercou a entrada) e acabou o problema, que é Global, todo lugar tem. Seja carro com som alto ou aglomeração de pessoas. Acho que cada um se ajudando, como está sendo feito… o prefeito me chamou com comandante da Guarda, chefe da segurança pública, conselho tutelar…estava todo mundo lá. Teve essa reunião e eu coloquei que todo mundo precisa me ajudar. Aqui trabalha meu filho, minha esposa, minha sogra, é só família e eu moro aqui dentro. Eu prefiro que caia mais da metade do meu movimento, mas que seja feito tudo com muita calma e sem abuso e um ajudando o outro”, disse Guimarães. “Amanhã sai uma briga aqui na porta, sai um tiro, na frente, pega um filho meu, não há dinheiro que pague”, completa.

O comerciante diz que não tem culpa do movimento que se formou ali. “Se está superlotado, eu não anuncio em rádio, não tenho outdoor e o meu preço é o mais caro de todos. É um atendimento bom, cerveja gelada e na Avenida. As pessoas trabalham a semana toda e querem beber. Onde tem gente aglomera gente. Tem paquera e outras coisas que sempre existiram. Mas precisa da presença policial, pois eu também tenho medo. Do mesmo jeito que eu tinha medo de passar em frente de outros bares hoje eu tenho medo; é muita gente. A polícia precisa ficar, não pode sair mais”, explicou.


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