Um dia após um homem de 28 anos ter sido preso pela morte do enteado de 7 anos em Avaré (SP), acusado de tortura, a mãe da criança, uma mulher de 29 anos, foi também presa nesta quinta-feira (05).

O homem havia sido preso nessa quarta-feira. Tudo aconteceu quando a PM encontrou o padrasto tentando reanimar o menino na rua junto a uma aglomeração de pessoas, e depois a equipe descobriu marcas pelo corpo do garoto, e durante apuração, outro menino e irmão da criança – este segundo de 10 anos – relatou que eles estavam sendo espancados e torturados com choque. Após a morte do menino de 7 anos no PS, o padrasto foi preso. Ele alegou que os ferimentos tinham sido causados por queda de uma escada e que o enteado passou mal na rua após um engasgamento.

Segundo a polícia, o crime aconteceu enquanto Carlos Henrique e o irmão, de 10 anos, passavam as férias escolares com a mãe e o padrasto, em Avaré. Os garotos residiam com o pai em Pardinho, onde a criança foi sepultada hoje.

Na noite desta quinta-feira, a mãe foi presa em um imóvel em uma ação da DIG – Delegacia de Investigações Gerais de Avaré. Ela tinha sido ouvida antes quando o companheiro foi preso e alegou não saber das agressões contra os filhos. Depois, a polícia pediu pela decretação de sua prisão, que foi concedida pela justiça.

Segundo a Polícia Civil mencionou no G1, o padrasto preso suspeito do crime usava fios elétricos e um balde com água para machucar o menino e o irmão dele.

O suspeito alegou que o menino se afogou com pão e leite no café da manhã. Já a mãe contou que não tinha conhecimento sobre as agressões sofridas pelos filhos e que estava trabalhando no momento do ocorrido. Inicialmente, ela tinha sido ouvida e liberada.

De acordo com o delegado Levon Torossian, responsável pelas investigações, “a tortura consistiu em esganadura, socos, choques com fios elétricos, e o menor foi submergido em um balde de água no sentido de afogamento”. (Do 14News com G1).