A cidade de Botucatu viveu um momento histórico para a cultura local com a primeira apresentação oficial da Cuesta Jazz Band, realizada após a aprovação de sua municipalização. O projeto de lei que tornou a banda um equipamento cultural do município foi votado no dia 17 de novembro pela Câmara Municipal e aprovado por unanimidade. A sanção da lei ocorreu em 25 de novembro, pelo prefeito Fábio Leite, consolidando oficialmente a Cuesta Jazz Band como patrimônio cultural da cidade.
De acordo com a secretária de Cultura de Botucatu, Cris Cury, o momento representa um avanço significativo na política cultural do município. “Digo ‘nossa’ porque a Cuesta Jazz Band agora pertence oficialmente à cidade. Em janeiro iniciaremos, junto aos músicos e à equipe da Secretaria de Cultura, o planejamento da agenda, repertório, sala de ensaios e regulamentação. Estamos avançando na direção oposta de muitos municípios, que encerram atividades musicais por falta de planejamento ou prioridade”, destacou a secretária. Para ela, a iniciativa reafirma o compromisso da administração municipal com a valorização da música instrumental.
O saxofonista Samuel Ramos, integrante da Cuesta Jazz Band desde sua primeira formação, também ressaltou a importância histórica da conquista. Segundo ele, a municipalização concretiza um sonho antigo idealizado pelo artista Cláudio Fazzio, fundador da banda. “Esse é um momento histórico não só para a Cuesta Jazz Band, mas para toda a cultura da nossa cidade. Esse sonho começou anos atrás, quando Cláudio Fazzio acreditou e apostou em músicos locais, muitos deles ainda adolescentes, que defenderam a música instrumental e a cultura de Botucatu”, afirmou.
Samuel destacou ainda o caráter simbólico da conquista para músicos que passaram pelo grupo ao longo dos anos e para a comunidade. “Hoje, com a concretização desse sonho, sinto que estamos realizando os sonhos de todos os músicos que fizeram parte dessa história, dos amantes da música instrumental e, principalmente, do nosso saudoso Cláudio Fazzio.”
Ao final, o músico agradeceu ao prefeito Fábio Leite, à secretária Cris Cury, à Câmara Municipal, à Flávia Fazzio, pela autorização do uso do nome e da história da banda, aos músicos que passaram pelo projeto e à comunidade botucatuense pelo apoio contínuo. Com entusiasmo, deixou a expectativa para os próximos passos: “2026 que nos aguarde”.






