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Jovem é acusado de empinar moto com a ex-companheira e a ameaçar com tribunal do crime

Um jovem de 22 anos foi preso em flagrante na tarde de sábado (1º), em Botucatu, acusado de manter a ex-companheira, de 25 anos, em cárcere privado, além de praticar agressões físicas, ameaças, injúrias e furto do telefone celular da vítima. O caso foi registrado pela Polícia Civil como violência doméstica, lesão corporal, ameaça, injúria, cárcere privado e furto.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Guarda Civil Municipal foram acionadas pelo Centro de Operações Integradas (COI) para atender uma ocorrência de violência doméstica. No local, a mulher relatou que os desentendimentos começaram ainda durante a madrugada, motivados pelo fato de o ex-companheiro não aceitar o fim do relacionamento e exigir acesso ao telefone celular dela para fiscalizar mensagens e conversas.

Segundo o relato da vítima, as agressões físicas e verbais se intensificaram ao longo da manhã. Em determinado momento, o investigado a obrigou a subir na garupa de sua motocicleta, afirmando que a levaria embora. Durante o trajeto, conduziu o veículo de forma perigosa, empinando a motocicleta, enquanto fazia ameaças de morte e seguia em direção a uma estrada de terra nas proximidades da escola SESI.

Ainda conforme a ocorrência, no local o homem puxou os cabelos da vítima, desferiu ofensas e tentou esganá-la. A mulher afirmou que conseguiu reagir segurando o agressor pelo pescoço na tentativa de se defender. Durante as agressões, ele gravou um vídeo dizendo que ela estaria em um “tribunal do crime” e afirmou que poderia abandoná-la no local sem qualquer pertence. Também teria ameaçado matá-la caso procurasse a polícia ou pedisse socorro, alegando que apenas não cometeria o homicídio porque havia registros de que ela havia sido vista pela última vez em sua companhia.

Na sequência, o suspeito levou a vítima até a residência da mãe dele para que ela trocasse de roupa. No imóvel, segundo o boletim, a mulher permaneceu impedida de sair por aproximadamente três horas. Ela conseguiu fugir quando o investigado adormeceu e abriu a porta. Ao tentar escapar, ainda foi interceptada e pressionada contra o portão, mas conseguiu se desvencilhar e acionar a Guarda Civil Municipal.

A vítima também informou à polícia que já havia sofrido outras agressões anteriormente, inclusive com a destruição de seu aparelho celular, mas nunca havia registrado denúncia por medo de represálias.

Após a análise dos fatos e dos elementos apresentados, a autoridade policial entendeu estarem presentes indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, destacando as lesões aparentes na vítima e a localização do celular subtraído em poder do investigado. Foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante, e a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando o risco de novas agressões e a necessidade de garantir a proteção da vítima e a aplicação da Lei Maria da Penha.

Redacao 14 News

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