A Prefeitura de Botucatu, através da Vigilância Ambiental em Saúde e do Grupo de Vigilância Epidemiológica Estadual, promove nesta quarta-feira (09), o I Encontro Regional para Atualização em Leishmaniose Visceral de Botucatu.
 
O evento é voltado para profissionais da vigilância ambiental em saúde dos 30 municípios que compõem a regional de saúde, a qual Botucatu pertence, e contará com exposições programadas de especialistas na doença: a diretora técnica da Superintendência de Controle de Endemias do Estado, Sueli Yasumaro Diaz; a doutora em pesquisa laboratorial em Leishmaniose do Instituto Adolfo Lutz, Aparecida Helena de Souza Gomes; o professor doutor da Faculdade de Medicina, Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza e o doutor Felipe Fornazari da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, ambos da Unesp de Botucatu. Encerrando o evento, a doutora Selene Babboni, da Unidade de Vigilância de Zoonoses (antigo Canil Municipal) abordará o trabalho de prevenção da doença desempenhado na Cidade.
 
“Tendo em vista que a Leishmaniose Visceral ainda não é uma enfermidade presente em nosso meio, é importante que tenhamos conhecimento da doença, de como se dá o diagnóstico laboratorial, dos casos humanos e dos aspectos clínicos nos animais, entre outras questões”, explica Valdinei Campanucci, Supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal.
 
O objetivo do Encontro Regional é capacitar os profissionais de saúde com o conteúdo mais atualizado disponível sobre a doença. O evento acontece das 8h às 17h, no Auditório do Parque Tecnológico de Botucatu.
 
Sobre a doença
A Leishmaniose é uma doença que pode acometer cães e humanos, causada por diferentes espécies do protozoário denominado Leishmania, a partir da picada do “mosquito palha” (Flebotomíneos), vetor ainda não encontrado em Botucatu. A doença se apresenta de duas formas: a Leishmaniose Tegumentar Americana, caracterizada por lesões cutâneas, ocorre geralmente em áreas do corpo expostas à picada do vetor; já a Leishmaniose Visceral é considerada mais grave, causando aumento de órgãos como baço e fígado e, se não tratada no início, pode evoluir ocasionando, por exemplo, emagrecimento e alterações no sangue, como anemia, queda dos glóbulos brancos e plaquetas.
 
Em Botucatu, a forma cutânea da leishmaniose não é comum, ocorrendo eventualmente. Não há casos autóctones (contraídos no próprio município) de Leishmaniose humana e canina. Cidades próximas de Botucatu apresentam presença do vetor e casos autóctones de Leishmaniose Visceral humana e canina.
 

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(com Assessoria de Imprensa/Prefeitura Botucatu)