Após a repercussão da reportagem sobre moradores do Residencial Cachoeirinha que podem perder seus apartamentos em razão da inadimplência com a taxa condominial, o síndico Rildo Alves procurou a reportagem da Agência 14 News para apresentar sua versão sobre a situação enfrentada pelo condomínio.
Segundo Rildo, o problema da inadimplência é antigo e atinge atualmente cerca de 80% dos moradores, comprometendo a administração e impedindo novos investimentos no residencial.
“O Cachoeirinha 1 foi o único dos residenciais que nunca teve aumento na taxa condominial. Desde a entrega dos apartamentos, o valor permanece em R$ 135”, afirmou.
O síndico também contestou a alegação de que muitos moradores não teriam condições de arcar com a taxa. De acordo com ele, em diversos processos judiciais foi constatado que alguns inadimplentes possuíam recursos financeiros disponíveis.
“Quando algumas contas foram bloqueadas pela Justiça, havia moradores com mais de R$ 5 mil em conta. A pergunta é: por que não pagavam o condomínio?”, questionou.
Melhorias realizadas
Rildo destacou que, desde que assumiu a administração do condomínio, diversas melhorias foram executadas.
Entre elas, estão a limpeza da caixa d’água, a instalação de iluminação interna e externa e a realização da 11ª roçada das áreas comuns.
Ele afirma que participa diretamente dos trabalhos de manutenção.
“Eu mesmo rastelo a grama cortada, carrego na caçamba e faço serviços como colocação de manta asfáltica em rufos e calhas. Nunca vi um síndico trabalhar dessa forma, mas faço porque o condomínio é nosso.”
Projetos dependem da redução da inadimplência
Segundo o síndico, se houvesse uma arrecadação regular, o condomínio já poderia oferecer melhorias importantes aos moradores.
Ele cita como exemplos a implantação de uma portaria remota, instalação de dois playgrounds, equipamentos de ginástica e cobertura das vagas de garagem.
Rildo afirma que, mesmo diante das dificuldades financeiras, a administração tem buscado alternativas para manter os serviços essenciais, inclusive parcelando a compra de materiais.
Tentativa de negociação
Outra medida adotada, segundo ele, foi buscar apoio das instituições financeiras responsáveis pelos empreendimentos para organizar um mutirão de negociação das dívidas.
A proposta permitiria que os moradores parcelassem os débitos condominiais e voltassem a pagar regularmente as mensalidades.
“Conversei com as três financiadoras para realizar um mutirão e facilitar os acordos. A resposta que recebi foi de que muitos moradores simplesmente não querem pagar”, afirmou.
De acordo com Rildo Alves, a inadimplência não é um problema exclusivo do Cachoeirinha 1, mas também atinge os demais residenciais do conjunto.
Direito de resposta
A reportagem da Agência 14 News publica os esclarecimentos do síndico em respeito ao direito de resposta, após a matéria anterior trazer relatos de moradores preocupados com a possibilidade de perda dos imóveis em decorrência das dívidas condominiais.
A administração do condomínio reforça que continua aberta à negociação dos débitos e orienta os moradores inadimplentes a procurarem o condomínio para buscar alternativas de regularização antes que a situação resulte em medidas judiciais mais severas.
“Até a quadra minha intenção é reformar e cobrir. Eu quero o melhor possível para todos, mas é impossível com 135,00 e muita inadimplência”, disse o síndico. Ele enfatizou que mesmo a financiadora fazendo investimento ainda assim é difícil manter os serviços.











