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Botucatu

Moradores do Cachoeirinha: somos pessoas trabalhadoras, afirmam após mensagens de discriminação 

Moradores do bairro Cachoeirinha, em Botucatu, procuraram o 14News na tarde deste sábado (20) para se pronunciarem sobre o caso de um grupo que estava na praça em frente aos condomínios e ao invés de se dispensarem houve enfrentamento à Guarda Municipal, e em seguida uma prisão de um rapaz de 19 anos, acusado de agredir um dos agentes. Os moradores dizem que querem combater essas aglomerações e evitar que casos como esse sejam usados em atos de discriminação nas redes sociais.

Os residentes do Cachoeirinha afirmam que a maioria é formada por trabalhadores e após o caso ocorrido na praça as pessoas acabaram sendo alvo de discriminação na internet, onde foram usados termos como: “faveladas”, “o Carandiru – ou quem não respeita os limites.

Andréa Rucelia Cunha dos Santos diz que os moradores lutam para que o lugar fique cada vez mais agradável e ambiente respeitado. Ela defende que todos devem agir adequadamente dentro das regras estabelecidas.

Um outro morador Valdir Assis diz que dos jovens que estão em frente ao condomínio, nem todos, são realmente dali, mas sim de outras regiões da cidade. Ele diz que muitas vezes um ponto de ônibus é usado para jovens ficarem bebendo. Ele avalia que o local poderia ser alterado: ser colocado do outro lado da avenida – ou sem bancos – só com a cobertura.

Micilene Leite dos Santos (37 anos) mora no Cachoerinha 2 com o filho de 12 anos. Ela é estudante de pedagogia e faz estágio em uma escola.

“A maioria dos que promove aglomeração são pessoas de fora. E a gente fica com fama ruim. Isso ocorre principalmente quando vai procurar emprego. Vira preconceito contra muitos moradores que são pessoas de bem. Muitos vem de fora fazer bagunça no ponto de ônibus ou na praça. Depois de episódios assim, a gente fica sem oportunidade no mercado de trabalho; isso por causa de meia dúzia de pessoas que vem aqui fazer bagunça. Hoje nem podemos falar que somos moradores no Cachoeirinha. Temos apartamentos lindos. O prefeito tem o maior carinho por esse lugar, mas quem não colabora é uma minoria”, destaca.

Ela insiste que deve existir união entre os moradores para enfrentar situações como essa. “Temos que arrumar uma maneira de solucionar esse problema de aglomeração e não deixar que entrem aqui quando a guarda aparece. Isso vai depender de uma união dos moradores e do síndico”, finalizou. (Do 14News).


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