Moradores de Botucatu (SP) divulgaram nesta terça-feira (23) uma ação de equipe de zoonozes por conta de um macaco que foi encontrado morto na zona rural.

Por conta da situação, uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde foi acionada, segundo informou um morador.

O fato chama atenção uma vez que os casos de febre amarela se proliferam pelo Estado de São Paulo.

Pessoas acabaram espalhando o caso ocorrido por mensagem de celular, inclusive a reportagem do Agência14News recebeu as imagens do local onde o animal estava morto. Foi relatado que a Vigilância foi acionada no final de semana após um grupo de motociclista localizou o animal..

Apesar dessa localização, Valdinei Campanucci, que atua na Vigilância Ambiental diz que não há motivo de alarde ou preocupação.

“Macaco também morre de causas naturais, então não dá para afirmar que morreu de febre amarela. Também não havia outros primatas mortos na região. Isso quer dizer que não está existindo um surto pois nao existem outros animais mortos.Esse primata já estava em adiantado estado de decomposição por isso não é possível fazer nenhum exame. No ano passado 4 primatas mortos foram enviados para análise e todos os casos foram negativos para febre amarela. Por causa da morte desse macaco as pessoas estão associando à febre amarela o que não é correto afirmar”, disse  Campanucci. 

Infecção – A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores.

No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado.

Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

O que é? – A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Prevenção – Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

 

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(do Agência14News com Fiocruz)