Nesta segunda-feira (22), entre os requerimentos que pedem implantação de serviços em Botucatu (SP), os vereadores irão também votar duas denominações de ruas para lembrar de pessoas que fizeram parte da história e colaboraram de alguma forma com o Município.

1) PROJETO DE LEI No 33/2020 – de iniciativa do Vereador CULA – que denomina de “Antonio Pascucci” a “Rua 07” localizada no Loteamento Bem-Te-Vi II.

discussão e votação únicas
quórum: 2/3

2) PROJETO DE LEI No 35/2020 – de iniciativa do Vereador CARREIRA – que denomina de “José Francisco Bertoluci” a “Rua 05” localizada no Loteamento Bem-Te-Vi II.

discussão e votação únicas
quórum: 2/3


Textos dos projetos:

Antonio Pascucci era natural do Município de São Manuel, nasceu em 23 de novembro de 1932, filho de Miguel Pascucci e Maria Perini Pascucci. Frequentou o curso primário na Escola Mista da Fazenda Água Vermelha, onde seus pais residiam e trabalhavam como lavradores. No final da
década de 1940, mais precisamente no mês de novembro de 1948, mudaram-se para Botucatu.

Quando aqui chegou, com somente seus 16 anos de idade e sem nenhuma especialização profissional, começou a trabalhar como ajudante de pedreiro, numa construtora que tinha como proprietário o senhor Vicente Marzano, empreiteiro de um grande número de obras em Botucatu, bem
como em outras cidades. Em muito pouco tempo, demonstrando grande aptidão para o exercício desse trabalho, transformou-se em notável profissional pedreiro, deixando marcas de seu caprichoso trabalho
em diversas construções.

Dentre os tantos profissionais dessa mesma empreiteira, ele foi escolhido para atuar na construção do Cine Maringá, na cidade do mesmo nome, no estado do Paraná, onde permaneceu por seguidos meses, até a conclusão da obra.

De volta a Botucatu, participou da construção do Hospital Psiquiátrico “Cantídio de Moura Campos”, hoje Centro de Atenção Integral à Saúde. Esse foi seu último trabalho na profissão em que tanto se destacava, nessa ocasião acabou sofrendo um acidente caindo de um andaime. Constatada a
gravidade dos ferimentos em um dos rins, foi transferido para o Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo, para receber os cuidados que o caso assim exigia.

Dado o grave quadro de sequelas, mesmo depois do tratamento recebeu expressa recomendação médica que o proibia de continuar trabalhando nessa função, os esforços físicos tinham que ser evitados para que o seu estado de saúde não se agravasse.

Em 1965, no mês de dezembro, em sociedade com seu irmão Mário, abriram uma pequena loja de armarinhos, batizada de Mape Bazar, num pequeno salão alugado na Rua Pinheiro Machado, na Vila São Lúcio.
Antonio Pascucci foi casado com a senhora Ester Paes de Almeida, tiveram três filhos: Maria Izabel, Miguel Ozório e Paulo Sérgio. Em 1970, contraiu nova união matrimonial com a senhora Carmem Zucari, com quem teve dois filhos: Sérgio Henrique e Milena Aparecida.

O senhor Antonio trabalhou também na Rádio Municipalista exercendo a função de operador de som, sempre no período noturno, já que durante o dia se ocupava com as atividades do Mape Bazar.

Pessoa de fácil relacionamento, sempre espirituoso e de caráter profundamente humano, gentil, acolhedor, Antonio Pascucci construiu assim um largo círculo de amizade. Religioso, católico praticante, teve como ponto forte em sua vida religiosa a efetiva participação, juntamente com sua esposa Carmem, em importante atuação no “Apostolado da Saúde”, uma entidade preparada para levar mensagens de fortalecimento espiritual aos enfermos internados em hospitais da cidade, capitalizando significativos valores de reconhecidas amizades até mesmo com pessoas moradoras de outras cidades.

Antonio Pascucci, “Toninho” como era afetivamente conhecido, era o quarto filho de uma prole de nove, sendo seu irmão mais novo, Mario Perini Pascucci, vereador por três legislaturas nesta Casa de Leis, chegando a ocupar a presidência nos anos de 1977 e 1978.

Pai, marido e amigo exemplar, educou seus filhos com honra, dignidade e respeito ao próximo, Toninho faleceu em 9 de setembro de 2002, mas sempre estará no coração de seus amigos e familiares.

O nosso homenageado, conforme já relatado nos dados pessoais acima descritos, preenche o disposto no artigo 4o, inciso VII, da Lei no 4.282/2002.
Por ser esta uma justa homenagem, solicito aos nobres pares a aprovação unânime do referido projeto.

Plenário Ver. “Laurindo Ezidoro Jaqueta”, 8 de junho de 2020.

Vereador Autor CULA – PSDB


José Francisco Bertoluci, nasceu em Botucatu, estado de São Paulo no dia 30 de maio de 1922, era filho primogênito de Paulo Bertoluci e Maria Fumis Bertoluci. Além de José, seus pais tiveram ainda mais 5 filhos: Elydio Ângelo Bertoluci, Ana Bertoluci Olímpio da Silva, Antônio Bertoluci, Luiz Bertoluci e Abílio Bertoluci.

Seus avôs eram imigrantes italianos, que aportaram no Brasil, nos idos de 1900. O local correto do seu nascimento foi na antiga Fazenda Velha, onde atualmente está sendo construído o Residencial Bem Te Vi, conjuntos I e II.
A Fazenda Velha, fazia divisa com outras propriedades como a Fazenda Boa Esperança, Fazenda Barra Mansa e Fazenda da Agulha. Na fazenda, todos da sua família eram colonos e naquela região permaneceram por mais de 30 anos trabalhando nas lavouras de café. Além dessa atividade, também eram feirantes na conhecida Praça do Paratodos, onde chegavam, aos domingos, montados em burros, trazendo sua colheita para vender na feira.
No final do ano de 1946, para sair da vida dura da roça, o senhor José Francisco foi admitido para trabalhar na antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Era trabalhador da estação e mais tarde, por volta de 1975, passou a exercer a função de zelador de trem. Sua atividade principal era viajar com frequência para Ourinhos, Assis, Sorocaba e outras cidades do interior, zelando pela limpeza dos trens de passageiros.

Em fevereiro do ano de 1948, José Francisco casou-se com a senhor Luiza Meneghin Bertoluci, também neta de imigrantes italianos moradores de Rubião Junior, proprietários de sítio na região onde estão localizados os atuais bairros Caimã e Capão Bonito.

O casal morou por aproximadamente 3 anos em uma casa na Vila Antártica, próximo de onde seria instalada a fábrica de aviões Paulistinha (Neiva).
Mesmo trabalhando na Estrada de Ferro Sorocabana, ele ainda ia, nas horas vagas, trabalhar na Fazenda para ajudar a sua família.

Em 1951, comprou uma casa na Vila dos Lavradores, na Rua Major Matheus, próxima à escola Dom Lúcio Antunes de Souza, onde morou a vida toda com sua esposa e, posteriormente, os filhos.

Do casamento com a Sra. Luiza, tiveram dois filhos: José Carlos Bertoluci, casado com Bernadete Gabriel Bertoluci e Rosemary Aparecida Bertoluci Zuquieri, casada com Milton José Zuquieri. O casal também teve quatro netos, Thais Bertoluci, Paulo Gabriel Bertoluci, Lucas Bertoluci Zuquieri e Giovanna Bertoluci Zuquieri. Sua maior alegria era reunir todos os familiares em sua casa.

Com toda sua humildade e trabalho duro, ele e Sra. Luiza, conseguiram formar os filhos e encaminhá-los ao mercado de trabalho. Sempre valorizou a importância de ser honesto e correto na vida e, como exemplo, mostrou os valores de uma pessoa para se tornar cidadão decente e útil à comunidade.
Em 1977, depois de mais de 30 anos de trabalho na ferrovia, o senhor José se aposentou e passou a fazer aquilo que mais gostava: mexer com a terra.

Numa chácara adquirida por seus pais, depois de saírem da Fazenda Velha, localizada no final da Rua Primeiro de Maio, na Vila Antártica, e ainda propriedade da família, ele começou a plantar e comercializar verduras. Sua horta era linda! Ver os canteiros de verduras das mais diversas
variedades e sua felicidade em trabalhar naquilo que gostava, enchia de orgulho a família. Pouco mais de um ano depois, uma geada no mês de junho destruiu tudo, acabando com seu sonho. O golpe foi duro e era evidente o desânimo estampado em seu olhar.

Com isso, devido à sua facilidade no trato com a terra, passou a trabalhar como jardineiro pela vizinhança e em algumas casas na Vila dos Médicos e outros bairros da cidade. Exerceu essa atividade por quase 10 anos.
Nos últimos anos de sua vida, passou a frequentar com mais assiduidade o Jardim da Igreja Sagrado Coração de Jesus, o famoso Jardim do Bairro. Lá se encontrava, para longos bate papos, com os antigos colegas de trabalho da Sorocabana. O assunto principal era o sucateamento da ferrovia que
vinha acontecendo e que deixava tristes os ferroviários.

Seu legado de trabalho e a sua decência foram marcantes. Ele era admirado por seu jeito calmo de falar e proceder, assim conquistava o respeito de todos. José Franciso foi um excelente amigo, sempre dava conselhos e estendia a mão aos mais carentes.

O senhor José Francisco Bertoluci veio a falecer em 11 de abril de 2004, ficando eternamente vivo na memória de seus familiares, amigos e conhecidos e seria justa a homenagem de conceder o seu nome a uma rua, justamente onde ele nasceu e foi criado.

O nosso homenageado, conforme já relatado nos dados pessoais acima descritos, preenche o disposto no artigo 4o, inciso VII, da Lei no 4.282/2002.
Por ser esta uma justa homenagem, solicito aos nobres pares a aprovação unânime do referido projeto.

Plenário Ver. “Laurindo Ezidoro Jaqueta”, 8 de junho de 2020.

Vereador Autor CARREIRA – PSDB


A sessão começa às 20h e, por conta da pandemia de coronavírus, continua acontecendo sem a presença do público, que pode acompanhar os trabalhos ao vivo pelo site, facebook ou TV Câmara (canal 61.3 da rede aberta digital ou canal 4 da NET).