A Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, deu início ao seu Plano de Demissão Voluntária (PDV) no final de agosto, quando integrou o pacote de medidas para contornar a crise do setor. O PDV terminou nesta semana e somente em Botucatu, 6,5% da equipe decidiu aderir ao programa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu e Região, Miguel Ferreira da Silva, dos 1,7 mil funcionários da empresa, 110 serão desligados a partir do próximo dia 3 de outubro. “A Embraer abrigava muitos trabalhadores já aposentados e a maioria aderiu ao plano. Mais fácil sair com a indenização proporcional ao tempo de empresa, de 40% de salário nominal por ano de casa, do que sair sem nada”, justifica.

Essa indenização integra o pacote de incentivos, que também ofereceu pagamento rescisório, equivalente ao do desligamento sem justa causa – com aviso prévio, incluindo quinquênios, férias, abono de férias, 13.º salário proporcional e 40% do FGTS. O PDV também é isento de Imposto de Renda, conforme prevê a legislação.

A Embraer ofereceu, ainda, pagamento de seis meses dos planos de saúde e de assistência odontológica para o empregado e seus dependentes já cadastrados, além de apoio e orientação durante o processo de transição de carreira ou de aposentadoria.

O sindicato, por sua vez, acredita que o programa acabou sendo mais vantajoso à empresa do que aos trabalhadores. “Normalmente, outros planos preveem pagamento integral de salário nominal por ano de casa, não apenas 40%”, defende.

(com JCNet)