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Entre a fé, a história e a escrita, servidor da FMB transforma inquietações antigas em literatura

Ao longo de quase duas décadas na Unesp, Paulo J. de Souza construiu uma trajetória marcada pela atuação administrativa e pela passagem por diferentes funções. Ingressou na instituição em 2007 como assistente administrativo e, entre responsabilidades crescentes, chegou à direção técnica de administração, função que exerceu por seis anos. Atualmente, segue atuando na Universidade, na Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, com foco em acessibilidade nos câmpus.

Paralelamente à rotina institucional, uma outra história se desenvolvia de forma silenciosa e persistente, acompanhando-o ao longo dos anos. Hoje, ele se apresenta também como escritor, sem deixar de reconhecer o caminho construído dentro da Universidade.

Antes do livro, a busca

Formado em História e com experiência no ensino de Filosofia, Paulo sempre esteve ligado à reflexão sobre o mundo e as relações humanas. Parte desse percurso inclui sua vivência como seminarista na Ordem Franciscana Capuchinha, experiência que ampliou sua compreensão sobre espiritualidade e diálogo.

Esses elementos, acumulados ao longo da vida, se tornaram base para a construção de sua obra, especialmente na forma como aborda temas ligados à fé, à convivência e às escolhas.

Uma história que não podia se perder

A ideia do livro Dalram I – O Último Rei não surgiu recentemente. Ela o acompanhou por mais de duas décadas, como uma narrativa ainda sem forma definitiva, mas já presente em sua memória.

A decisão de escrever veio anos depois, motivada por uma percepção simples e direta. Segundo ele, era preciso registrar a história antes que ela se perdesse. A partir desse momento, organizou o roteiro e iniciou o processo de escrita.

Escrever entre uma rotina e outra

A construção do livro aconteceu fora do horário de trabalho, em períodos como finais de semana, feriados, férias e licenças. Entre as demandas da rotina profissional, o projeto avançou de forma gradual, exigindo constância e disciplina ao longo do tempo.

Esse processo evidencia uma conciliação entre a vida institucional e um projeto pessoal que se desenvolveu de maneira paralela, sem interromper o percurso profissional.

Entre a vida e a ficção

Ambientado no início do Império Romano, o livro combina ficção e contexto histórico para abordar temas como fé, amizade, responsabilidade e escolhas. A narrativa acompanha um personagem marcado por conflitos internos e decisões difíceis, refletindo dilemas que atravessam a experiência humana.

Ao longo da história, pequenas decisões ganham peso e passam a influenciar o destino do protagonista, reforçando a ideia de que escolhas, mesmo discretas, podem ter efeitos duradouros.

Quando a escrita deixa de ser silenciosa

Durante o processo de escrita, alguns colegas acompanharam a evolução do projeto, entre eles a professora Maria Cristina Pereira Lima, a Dra. Kika, que já foi diretora da Unesp em Botucatu. Para a maioria, no entanto, essa dimensão permaneceu pouco visível até o momento da publicação.

Com o lançamento do livro, a escrita deixa o campo privado e passa a ser compartilhada com o público, revelando uma faceta construída ao longo dos anos.

Escolhas que permanecem

Mais do que uma narrativa ambientada em um período histórico, o livro propõe uma reflexão sobre o impacto das decisões ao longo da vida. A obra sugere que escolhas aparentemente pequenas podem gerar consequências duradouras e influenciar trajetórias.

Para quem conviveu com Paulo na Unesp, a publicação revela uma dimensão que nem sempre era visível no cotidiano. Ao mesmo tempo, evidencia que, mesmo em meio às exigências da vida profissional, algumas histórias continuam sendo construídas em silêncio até encontrarem o momento certo de serem compartilhadas.

Redacao 14 News

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