Na noite deste sábado, 10 de maio de 2025, um grupo de moradores do assentamento Mahatma Gandhi realizou um protesto questionando o corte de água de 50 famílias do bairro, que fica antes de Rubião Jr, atrás do Hospital Dia.
Os moradores afirmam que o local está em fase de regularização e por isso pediram que o fornecimento não fosse interrompido.
O grupo diz que está há 11 anos no local.
Ato teve concentração na Paróquia São Benedito, desceu a rua Amando e terminou na Praça do Bosque, no evento da Coopera Preta. As pessoas chegaram a se manifestar com cartazes também em frente à Sabesp.
Na sexta-feira houve a doação de um caminhão-pipa que encheu baldes e caixas d’água que estavam esperando na frente das casas. Essa doação deve durar até domingo.
Histórico do caso:
Houve denúncia anônima em outubro, e BO contra todos moradores, que em dezembro foram intimados emprestaram depoimento na Distrito Policial onde afirmaram que são território de regularização fundiária e apresentaram o documento da SPU – Secretaria de Patrimônio da União para a Sabesp fornecer água e esgoto.
Na terça houve nova denúncia de furto de água, e assim a empresa interrompeu o fornecimento para a horta comunitária e as casas da comunidade.
O local em questão:
Segundo os moradores, trata-se de uma área da União destinada a interesse social. Estaria mapeada e zoneada para moradias sociais, reconhecida pela Secretaria de Patrimônio da União- SPU, agora em análise do mapa de urbanismo e topografia para aprovação de zoneamento e entrega das moradias. Isso ocorre após 11 anos de ocupação e defesa do uso social da área da União, que é um projeto que vem se arrastando desde 2006, e agora está em negociação com as forças do município.
A reportagem enviou pedido de resposta para a Sabesp. “A Sabesp informa que, após recebimento de denúncia anônima, equipes técnicas da Companhia, acompanhadas pela Guarda Civil Municipal, realizaram vistoria no assentamento Mahatma Gandhi. Durante a inspeção, foi identificada uma ligação irregular de água, em desacordo com os padrões operacionais e de segurança da rede.
Conforme determina a legislação vigente e as normas contratuais da concessão, a ligação foi suprimida para evitar riscos à saúde pública, garantir a integridade do sistema de abastecimento e preservar o uso responsável dos recursos hídricos. A Companhia reforça que o combate a perdas e a irregularidades é parte fundamental do esforço para universalizar os serviços com qualidade e sustentabilidade até 2029.
A Sabesp reitera seu compromisso com a universalização do saneamento, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Além de ampliar os investimentos em infraestrutura, a Companhia mantém políticas como a Tarifa Social, voltadas à população de baixa renda, para garantir acesso aos serviços essenciais de forma justa e inclusiva.
A Companhia permanece à disposição das lideranças locais e autoridades públicas para construir, de forma transparente e cooperativa, uma solução definitiva que esteja alinhada às metas de universalização, responsabilidade social e respeito à legalidade. (Fim da nota).












Abaixo o documento da União enviado para a Sabesp.





