Um abaixo-assinado que pretende buscar apoio das pessoas para um provável projeto de lei que proíba o consumo de bebida alcoólica nos espaços públicos começou a ser distribuído pela cidade de Botucatu.

As primeiras cópias do abaixo-assinado foram distribuídas na reunião do Conseg que foi realizada na sede da Ordem dos Advogados de Botucatu.

Durante o encontro participaram pessoas que moram ao lado de praças e que enfrentam o problema, como garrafas de bebidas largadas nos locais. Um dos pontos mais problemáticos é a Praça José Martins Guanxuma.

Apesar do abaixo-assinado, Clóvis Martins, presidente do Conseg de Botucatu diz que essa não é uma receita pronta e que aceita-se discutir se existe outra medida a ser usada para combater os casos de vandalismo e barulho que incomodam quem mora ao lado de praças que viraram ponto de encontro de jovens que atravessam a noite nesses locais.

“Certamente cada cidade escolhe o seu remédio para esse problema, por isso queremos sentar e discutir. Ninguém é obrigado a colocar o nome no abaixo-assinado, por isso queremos que cada um leia o texto e entenda a proposta. Não somos contra ninguém, mas sim contra a proibição de discutir o assunto. E aqueles que forem contra que nos apresentem uma solução”, destaca Clóvis Martins.

Segundo o capitão Alexandre Cagliari hoje não existe nenhuma lei que proíba a pessoa de usar bebida alcoólica em via pública, exceto menor. “Não é possível fiscalizar 2 mil pessoas na avenida (Dom Lúcio). Então chegou-se a esse consenso que se busque de forma democrática com os vereadores a criação de uma lei”, afirmou.

O comandante da PM disse ainda que a polícia só pode agir se existir uma lei. “Temos dados que onde existe consumo de bebida alcoólica aumentam os índices criminais. Vamos deixar ficar pior ou acontecer uma desgraça na cidade? E se acabar com uma geração de jovens que estão caindo de bêbados nas ruas? Então que se tome providências: se consulte os vereadores e a população para ver o que ela quer”, opinou na reunião.

Nestor Pinheiro é morador ao redor da Praça Guanxuma e diz que semanalmente, de quinta a sábado, a praça fica lotada, mas como as pessoas tomam demais, o barulho atravessa a madrugada. “Isso incomoda todos os moradores. Só não tem barulho quando tem um evento no centro. Senão passam a noite fazendo barulho e até derrapando com os carros. A lei vai restringir os locais para esse consumo para que não bebam em lugares como nas praças”, disse.

O servidor público estadual Márcio Adriano Consorti diz que o Conseg é um órgão neutro e está incentivando o debate. “O consumo de álcool leva à perturbação de sossego. É impossível ter uma noite de sono”, destaca.