A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) realizou, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025, a coleta de amostras de sangue de cães para a realização de testes sorológicos para Leishmaniose Visceral Canina (LVC).
A ação foi desencadeada após a confirmação de casos autóctones caninos da doença no município, associada à identificação do vetor da leishmaniose em Botucatu, o que reforçou a necessidade de intensificação das ações de vigilância epidemiológica e ambiental.
Em 2025, o município de Botucatu já recebeu a confirmação laboratorial positiva de sete casos autóctones de Leishmaniose Visceral Canina, emitida por laboratório de referência.
Desses casos, seis foram identificados no Distrito de Rubião Júnior (região oeste) e um caso na região do Jardim Cristina (região leste). Além disso, outros cães da região de Rubião Júnior seguem em investigação, com amostras já coletadas e aguardando resultados laboratoriais.
Ao todo, foram coletadas amostras de aproximadamente 1.000 cães, sendo cerca de 600 animais da região de Rubião Júnior e 400 cães das proximidades do Jardim Cristina.
Até o momento, o Instituto Adolfo Lutz, responsável pela realização dos exames laboratoriais, disponibilizou resultados preliminares, que apontam que:
6,2% dos cães apresentaram resultado reagente no teste de triagem;
Esses resultados ainda necessitam de confirmação por meio de exames mais específicos e, em alguns casos, de reavaliação criteriosa;
O índice de casos com resultado reagente confirmado até o momento é de 0,5%.
A equipe da Vigilância Ambiental em Saúde permanece em atividade, realizando o monitoramento dos cães reagentes, além de oferecer orientações técnicas à população, com foco na guarda responsável e na redução do risco de transmissão da doença.
Medidas de prevenção contra a Leishmaniose Visceral
A população pode contribuir ativamente para a prevenção da doença adotando algumas medidas importantes:
🐶 Utilizar repelentes e coleiras repelentes em cães, sempre com orientação médico-veterinária;
🏡 Manter quintais e áreas externas limpos, evitando o acúmulo de matéria orgânica, como folhas, restos de frutas, fezes de animais e entulho, que favorecem o ambiente do mosquito transmissor.
Atenção aos sinais clínicos
Em caso de sintomas suspeitos nos cães, como emagrecimento progressivo, feridas na pele, queda de pelos ou apatia, recomenda-se procurar um médico-veterinário e entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde para orientações.
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🕘 Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h
Vigilância Ambiental em Saúde
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