No domingo, dia 08 de fevereiro, das 15h às 18h, em frente à Escola EECA, moradores vão se reunir em defesa de punição principalmente aos casos de recentes de maus-tratos contra animais na cidade e pelo Brasil.
“A Manifestação por Justiça pelo Orelha não é só sobre um caso. É sobre todos os animais que sofrem calados, que apanham, que vivem no abandono e que não conseguem pedir socorro. Quem puder, leve seu animal na coleira e traga cartazes. Cartazes com pedidos de justiça, com mensagens de amor, com frases que representem aqueles que não tem voz. Cada cartaz é um grito por respeito.
Cada animal presente é um símbolo de cuidado e proteção. Cada passo dado ali é por eles. Cada presença importa. Cada silêncio quebrado pode salvar uma vida. Não é sobre política. Não é sobre likes. É sobre empatia. É sobre justiça. Vamos dar voz a quem não tem. Justiça pelo Orelha. Convido a todos vocês”, essa foi a mensagem da organização.

Organizadores: Ingrid Camargo Batista e Leandro José Zamboni Borg.
OS CASOS
O cachorro comunitário Orelha, de cerca de 10 anos de idade, foi brutalmente espancado na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, no dia 4 de janeiro, por quatro adolescentes. No dia 5, foi submetido à eutanásia por um veterinário devido à gravidade dos ferimentos. O caso chocou o país.
Pais de dois deles e um tio, segundo a polícia, coagiram testemunhas e atrapalharam as investigações. Os três foram indiciados. As investigações continuam.
Num outro caso de violência contra animais, o cachorrinho Abacate foi morto na cidade de Toledo, no Paraná, com um tiro de arma de fogo na terça-feira (27).
A polícia investiga quem foi o autor do disparo.
CÃO COMUNITÁRIO
Embora não tenha um tutor único ou definido, o animal comunitário vive em uma determinada comunidade (rua, bairro, condomínio) e estabelece laços de afeto e manutenção com moradores ou comerciantes locais . Eles são cuidados coletivamente, recebendo alimentação, abrigo e, em alguns casos, vacinação e castração. Após a repercussão do caso Orelha, foi aprovada, em Santa Catarina, a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. Segundo o governo catarinense, o texto garante que esses animais também precisam ser protegidos pela sociedade e pelo Poder Público.





