Não são todas as pessoas, mas muitas sofrem com as mãos e, principalmente, os pés gelados no inverno. Há quem perca o sono porque os membros inferiores não esquentam de jeito nenhum à noite ou calce duas meias para tentar aquecê-los.

Quando chega uma massa de ar polar, então, a situação piora. Para alguns, só um escalda-pés para resolver. Mas por que isso ocorre? É normal ou sinal de doença? A cardiologista Juliana Brosco, do Grupo São Francisco, que integra o Sistema Hapvida, explica que é apenas o nosso organismo se adaptando ao frio e garantindo sangue para os órgãos vitais.

“Sentimos as extremidades mais frias por uma adaptação fisiológica do nosso organismo frente às baixas temperaturas para preservação do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Ocorre que, no inverno, temos uma vasoconstrição periférica. Ou seja, os vasos sanguíneos das extremidades se contraem, diminuindo o fluxo sanguíneo e a temperatura local. Assim, o organismo preserva o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais, como coração, rins, pulmões e cérebro”, frisa a médica.

Mas ainda fica a pergunta: por que uns sentem mais frio que outros nas extremidades? Porque algumas pessoas têm a síndrome de Raynaud, que é a reação de contração exacerbada das pequenas artérias das extremidades em reação ao frio, esclarece a cardiologista.

Como as extremidades ficam muito contraídas, ocorre uma diminuição dos fluxos de sangue e oxigênio e, por consequência, as pontas dos dedos ficam arroxeadas. É comum a alegação de que pessoas mais magras, crianças e idosos sofrem mais com os pés gelados. Isso é lenda ou verdade?

Juliana afirma que realmente existem evidências que as pessoas com maior quantidade de massa magra (massa muscular) têm um maior gasto energético, que é transformado em calor corporal. Já idosos e crianças, geralmente, têm menor quantidade de massa magra e é por isso sentem mais frio.

O curioso é que o organismo tem suas artimanhas para manter a temperatura corporal. “Quando estamos com muito frio, começamos a tremer (contração muscular). São nossos músculos produzindo calor para manter nossa temperatura corporal. Em situações extremas, por exemplo de alpinistas perdidos em montanhas, após longos períodos expostos a temperaturas extremamente baixas, após muita contração muscular, esses músculos podem chegar à fadiga e pode ocorrer até mesmo a morte por hipotermia”, alerta a cardiologista.

Doenças

Outra dúvida comum é se pés e mãos gelados podem causar doença. Juliana Brosco explica que diretamente, não. Indiretamente, sim. “Estarmos com pés e mãos gelados não aumenta a nossa chances de pegarmos gripe, uma vez que a gripe na maioria dos casos é causada por vírus, que entra em nosso organismo geralmente pelas narinas. Mas há uma maior chance de queda na temperatura nas vias aéreas, reduzindo a barreira de proteção contra os vírus”, explica.

Mas, por outro lado, frio nas mãos e pés pode ser sinal de doença, alerta a cardiologista. “Pode ser sintoma de doenças que acometem nossa circulação periférica. É mais comum em diabéticos, tabagistas e cardiopatas. Caso a pessoa sinta mãos e pés gelados com frequência sem relação com baixas temperaturas ambiente, recomendamos que procure um médico para avaliação”, completa a cardiologista.

Como amenizar pés e mãos gelados

Quem sofre com pés e mãos gelados, é importante saber que há maneiras simples de manter a temperatura corporal e amenizar a situação. Fazer atividade física, usar roupas adequadas à temperatura, consumir alimentos quentes, como sopas, caldos e chás, e se expor ao sol ajudam bastante, explica a cardiologista Juliana Brosco.

Mas ela alerta para o cuidado com excesso de café e bebidas alcoólicas, que aumentam a perda de calor pelo corpo porque fazem o organismo gastar mais energia.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 7,1 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade.

Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 37 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas.

Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 47 hospitais, 201 clínicas médicas, 45 prontos atendimentos, 173 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.