Projetos de Lei na Câmara Municipal de Botucatu (SP) de segunda-feira (16) vão denominar espaços na cidade. Também serão votados requerimentos com pedidos dos vereadores abordando vários temas. As demandas também serão comentadas durante as falas dos parlamentares. Um dos projetos traz somente uma correção e o outro cita sobre a pessoa inclusa na matéria ser votada.

ORDEM DO DIA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 16 DE MARÇO DE 2020 – 20 HORAS

1) PROJETO DE LEI Nº. 16/2020 – de iniciativa do Vereador Zé Fernandes – que denomina de “Dr. Theophilo Roque de Abreu Alvarenga” o “Posto de Saúde” localizado no Conjunto Residencial Jardim Maria Luíza.

discussão e votação únicas
quórum: 2/3

2) PROJETO DE LEI Nº. 17/2019 – de iniciativa do Vereador Zé Fernandes – que altera a Lei nº 5.922, de 11 de julho de 2017, que dispõe sobre denominação de sistema de lazer (Praça João Antônio Alcarde).

discussão e votação únicas
quórum: 2/3

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HISTÓRICO DA HOMENAGEM – texto do projeto

Dr. Theophilo Roque de Abreu Alvarenga nasceu em São Paulo no dia 20 de novembro de 1925, filho do Reverendo e Professor Antonio Corrêa Rangel de Alvarenga e de Jocelyna de Abreu Alvarenga.

Mudou-se para Botucatu ainda criança, onde estudou na Escola Americana, no Grupo Cardoso de Almeida, no Grupo Escolar Raphael de Moura Campos e na Escola Normal. Anos depois, em 1944, formou-se professor primário pelo Curso de Professores.

No ano de 1945 mudou-se com a sua família para Bauru disposto a fazer Medicina, cursou 2 anos de Curso Colegial naquela cidade, enquanto trabalhava como escriturário na antiga estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Esforçado e batalhador, sempre buscou conquistar seus sonhos. Juntou dinheiro para mudar-se para Curitiba/PR, onde prestou vestibular e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná.
Lecionou no primeiro ano de Ciências no Colégio Novo Ateneu, do segundo ao sexto ano foi auxiliar de cirurgia no serviço de cirurgia de tórax no Hospital São Francisco.

Formou-se com êxito no ano de 1952. No ano de 1953 começou a trabalhar como médico residente no Hospital Evangélico de Dourados, no estado do Mato Grosso, onde só haviam dois médicos para atender toda a cidade. Uma
vez por semana dava assistência na Missão Evangélica, entre os índios Caiuás.

Em 1954 trabalhou no Pronto Socorro da cidade de Bauru e, em 1955, foi convidado pelo Prefeito de Ibirá para suprir a falta de médicos, trabalhou nesta cidade durante 6 anos, onde ingressou no Departamento Estadual da Criança.

Como reconhecimento profissional, foi transferido para Botucatu, após 18 anos de ausência, para organizar o primeiro serviço pré-natal no município, realizando exames mensais e fazendo o controle de peso de gestantes, além de auxiliar em programas de vacinação preventiva e alimentação complementar.

No final de 1955 casou-se com a senhora Edméa Carvalho de Abreu, com quem teve quatro filhos: Sonia Carvalho Alvarenga de Souza Nogueira, Selma Carvalho Alvarenga de Oliveira, Marcos Carvalho de Abreu Alvarenga e Silvia de Carvalho Alvarenga.

Em Botucatu assumiu a enfermaria de indigentes da Misericórdia Botucatuense junto com as irmãs da Consolata e atendia pacientes de toda a região antes mesmo da criação da Faculdade de Medicina.
Durante oito anos foi vice-presidente e, por quatro anos, presidente regional da Associação Paulista de Medicina.

Foi o primeiro médico a ocupar a Casa do Médico e durante a sua gestão foi instalada a UNIMED, na qual foi o primeiro vice-presidente. Também foi médico do corpo clínico da Misericórdia Botucatuense e do Hospital Regional Sorocabana.

No início da Faculdade de Medicina foi médico assistente, voluntário da cadeira de Ginecologia e Obstetrícia. Em 1964 ingressou no Rotary Club de Botucatu, sendo duas vezes presidente e três vezes primeiro secretário. Ocupou por cerca de dez anos o serviço de intercambio de jovens do Rotary Club, mandando para os Estados Unidos e Canadá muitos jovens.
Querido por todos, pai, marido e médico excelente, educou os filhos com honra, dignidade e respeito ao próximo, atendia seus pacientes com profissionalismo e respeito.

Dr. Theophilo faleceu em 26 de agosto de 2012, deixando vazio o coração de familiares e amigos, por quem é lembrado como uma pessoa exemplar e que amava o que fazia.

O nosso homenageado, conforme já relatado nos dados pessoais acima descritos, preenche o disposto no artigo 4º, inciso VII, da Lei nº 4.282/2002.
Por ser esta uma justa homenagem, solicito aos nobres pares a aprovação unânime do referido projeto.

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